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Curto-circuito iminente para PSD e PP

Enquanto Eduardo Moreira, do MDB, está no exercício do governo do Estado, e Raimundo Colombo, do PSD, licenciado do comando encontra-se participando de seminário na Espanha, o clima na Assembleia Legislativa é dos  mais carregados. Há muita insatisfação no Parlamento. Notadamente entre os deputados do PSD, e seus aliados, e também do PP, até agora o maior parceiro no projeto eleitoral pessedista para este ano.

O mau-humor reside em torno de emendas parlamentares que foram prometidas por Colombo e não estão sendo honradas por Eduardo Moreira. E também nas transferências de recursos para prefeituras. Fica muito evidenciado que o emedebista assumiu o governo e tem pressa, agindo firme para fortalecer o seu MDB.

Moreira ainda acredita na reedição da aliança com o PSD, através do próprio Raimundo Colombo. Mas está priorizando as questões de seu partido, deixando claro que está mesmo de olho em viabilizar-se internamente como candidato da sigla ao governo.

O quadro de insatisfação aumenta as expectativas para o retorno de Colombo ao Estado. Será feita uma avaliação de contexto político-administrativo porque as seguidas interinidades podem ter consequências imprevisíveis nas relações entre PSD e PP com vistas ao pleito majoritário deste ano.

Plano 15

Eduardo Moreira anunciou, ontem, que 15 (o número do seu partido) Secretarias Regionais serão desativadas. Com a medida, o governador pretende economizar R$ 45  milhões entre despesas de pessoal e de custeio. Vai ser um corte de 20% no total de comissionados. Moreira fez o anúncio ao melhor estilo Luiz Henrique da Silveira, por mais paradoxalmente que isso possa parecer, pois LHS criou as regionais, mostrando o caderninho do Plano 15 que o ex-governador costumava apresentar.

A lista

Deixarão de existir as Secretarias Regionais de Timbó, Brusque, Ibirama, Itapiranga, Palmitos, Dionisio Cerqueira, Seara, Caçador, Ituporanga, Taió, Laguna, Braço do Norte, Canoinha, Quilombo e São Joaquim.

Colombo e Merisio

A canetada de Eduardo Moreira, extinguindo 15 Agências de Desenvolvimento Regional (ainda chamadas de secretarias regionais) tem forte conotação político-eleitoral. Gelson Merisio, hoje grande adversário do MDB de Moreira, está há um ano e meio pregando a necessidade de pôr fim às regionais. Com o corte de quase metade delas, a bandeira tende a perder força. Pode ter reflexos também na herança de Raimundo Colombo, que passou sete anos no poder e já havia transformado as estruturas de Secretarias para Agências, o início do processo de esvaziamento da chamada descentralização criada por LHS.

Fundam 2

Ainda cercado de algumas dúvidas, o Fundam 2, por ora, está restrito à metade do valor inicial que havia sido anunciado por Raimundo Colombo no ano passado. Eduardo Moreira anunciou que metade do valor, R$ 360 milhões, serão utilizados num primeiro momento para eletrificação rural, obras na SC-401, em Florianópolis, e na recuperação das duas pontes de acesso à Ilha de Santa Catarina.

Foco

Segurança, Saúde e enxugamento da máquina com cortes de custos. Estas têm sido as palavras de ordem no governo Eduardo Moreira, cujos secretários ainda estão assumindo.

Bellini no páreo

Na terça-feira, 20, os presidentes do PP, Silvio Dreveck (interino) e do PSD, Gelson Merisio, foram a Itajaí. Estão estimulando o ex-prefeito e ex-deputado estadual, Jandir Bellini, a disputar novamente cadeira no Parlamento Estadual. Pela história política (foi quatro vezes prefeito da cidade portuária) e influência que ele tem na região, já largaria bem situado para conquistar uma cadeira. Bellini aceitou o novo desafio.

Gelson Merisio, Silvio Dreveck e Esperidião Amin
Os deputados Gelson Merisio e Silvio Dreveck (estaduais) e Esperidião Amin (federal)

Foto>Eduardo Guedes, Ag. Alesc