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A politização barata do Hospital Ruth Cardoso

Um ex-promotor de Justiça aposentado representou na Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú pedindo a abertura de um processo contra a prefeita Juliana Pavan pela estadualização do Hospital Ruth Cardoso. O surpreendente é que o mesmo promotor não tenha cobrado nenhuma atitude quando o hospital viveu uma epidemia de mortes de bebês. Em 2024, Balneário Camboriú virou notícia nacional quando dois recém-nascidos morreram sob suspeita de negligência em um prazo de apenas 24 horas. Um escândalo.

Esses e outros casos são alvo de uma série de investigações. Mas, na época, o ex-promotor Rosan da Rocha apoiava o governo do ex-prefeito Fabrício Oliveira, hoje secretário de Estado de Planejamento, de quem inclusive foi secretário municipal.

Na representação que enviou à Câmara, ele fala em “grave crise no atendimento hospitalar” – embora cite apenas questões administrativas como o descontentamento dos funcionários com o novo regime de trabalho após a terceirização do hospital pelo Estado, o que é natural. Curiosamente, o promotor não pede nenhuma explicação sobre a suposta crise à Secretaria de Estado da Saúde, que responde pela gestão do Ruth Cardoso desde dezembro de 2025.

Na justificativa, afirma que “embora o hospital atualmente esteja sob gestão estadual, tal circunstância não afasta a responsabilidade do Município, que integra o Sistema Único de Saúde e possui dever constitucional de garantir o acesso da população aos serviços de saúde”.

Ou seja, o ex-promotor quer responsabilizar a prefeita Juliana por conseguir o que seus antecessores tentaram, mas não obtiveram: a estadualização de um hospital que atende toda a região e custava aos cofres municipais R$ 100 milhões ao ano.

O blog procurou informações sobre o acompanhamento que tem sido feito pela prefeitura de Balneário Camboriú sobre o Ruth Cardoso, e apurou que a prefeita solicitou à Secretaria de Estado da Saúde, em janeiro, relatório mensal acerca da operação da OSC Viva Rio à frente da gestão do Hospital Regional Ruth Cardoso.

Os dados solicitados são referentes ao exercício de 2026, com informações gerais sobre os atendimentos, como a qualidade da assistência em saúde ofertada à população, e também com indicadores acerca do setor de Recursos Humanos (RH), a fim evitar a disseminação de informações desencontradas, bem como permitir resolução de inconsistências de caráter administrativo.

Também a pedido da prefeita, uma audiência pública está agendada para a Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú nos próximos dias para tratar sobre o hospital.

foto>divulgação

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