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Apontamentos do TCE recaem sobre práticas adotadas na gestão Fabrício Oliveira

 

Auditoria do Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE-SC) trouxe à tona inconsistências na gestão de pessoal da Prefeitura de Balneário Camboriú entre os anos de 2022 e 2024, período correspondente à administração do então prefeito Fabrício Oliveira, atual secretário de Estado do Planejamento.

Os apontamentos envolvem fragilidades na composição do quadro de servidores do Hospital Municipal Ruth Cardoso — hoje estadualizado —, falhas no controle e pagamento de horas extras, ausência de escalas formais de plantão e sobreaviso, adoção inadequada do regime celetista para funções públicas, pagamentos irregulares de adicionais de insalubridade e periculosidade e inconsistências na cessão de servidores entre a Prefeitura e outros órgãos.

Embora o Tribunal não tenha estimado valores totais, dados da gestão de pessoas evidenciam crescimento expressivo da despesa com pessoal no período auditado, que passou de R$ 587 milhões em 2022 para R$ 756 milhões em 2024.

Somente em 2024, gastos com afastamentos médicos, horas extras, indenizações e comissões somaram cerca de R$ 52,9 milhões, com média mensal aproximada de 1.870 atestados, impactando diretamente a prestação dos serviços públicos.

Diante desse cenário, o TCE estabeleceu prazo de 95 dias para a adoção de providências.

A atual administração municipal ressalta que os apontamentos já vinham sendo enfrentados desde o início de 2025, a partir das informações levantadas no processo de transição de governo.

Sob a gestão da prefeita Juliana Pavan, foi editado o Decreto nº 12.074/2025, que instituiu o contingenciamento de despesas em toda a estrutura governamental, com atenção especial à área de pessoal. A medida foi motivada por dados que indicavam elevado volume de horas extras, plantões e sobreavisos, ausência de controle eficiente de frequência, alto número de afastamentos médicos e crescimento da folha.

Também foram implantadas ações de reorganização administrativa, como o reforço no controle de ponto e o fortalecimento da Junta Médica para análise mais criteriosa dos atestados.

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