A homenagem da Associação Catarinense de Medicina (ACM) ao Dia Internacional da Mulher vai ser diferente neste ano de 2026. A diretoria da entidade, que tem a participação histórica de 9 médicas (a maior composição feminina desde a fundação, em 1937) decidiu divulgar um manifesto em defesa da equidade na carreira e na modernização das estruturas de trabalho para acompanhar as necessidades das mulheres na profissão.
Diretoras
Dra. Cinthia Faraco Martinez Cebrian (vice-presidente)
Dra. Cláudia dos Santos Bernhardt (Defesa Profissional)
Dra. Daniella Serafin Couto Vieira (Científica)
Dra. Tânia Ferreira Lima de Camargo (Acadêmica)
Dra. Giovana Gomes Ribeiro (Administrativo/Financeiro)
Dra. Ana Carolina Carro (Secretária Geral)
Dra. Luciane Terezinha Ramlow (Publicações Científicas)
Dra. Nayara Denise Immich (Regionais)
Dra. Raquel Gomes Aguiar da Silva (Sociocultural)
MANIFESTO ACM
O futuro da representatividade das Mulheres na Medicina Catarinense
A medicina, historicamente, foi construída como uma profissão predominantemente masculina. Durante décadas, as mulheres precisaram conquistar espaço nas universidades, nos hospitais, nos centros cirúrgicos e nas entidades representativas.
Hoje, essa realidade está em transformação!
Em Santa Catarina, as mulheres já representam aproximadamente 40% dos médicos em atividade, com mais de 11 mil médicas registradas no estado. Entre os profissionais mais jovens, elas já são maioria, um indicativo claro de que o futuro da medicina catarinense será, em grande parte, feminino.
Não se trata de uma tendência passageira. Trata-se de uma mudança estrutural.
E essa transformação exige que o mercado, as instituições e os modelos de gestão acompanhem essa nova configuração profissional. No entanto, elas ainda enfrentam desafios históricos, barreiras de acesso a determinadas especialidades, diferenças de remuneração e sub-representação em cargos de liderança.
É responsabilidade das instituições médicas promover ambientes mais justos, políticas mais equilibradas e oportunidades verdadeiramente iguais. O futuro da medicina exige modelos mais inclusivos, flexíveis e compatíveis com a diversidade de trajetórias profissionais.
Por isso, a Associação Catarinense de Medicina – ACM declara que defende:
✔ ️ Equidade na formação e na progressão da carreira médica.
✔ ️ Ambientes profissionais seguros e respeitosos;
✔ ️ Presença feminina nos espaços de liderança e decisão;
✔ ️ Modernização das estruturas institucionais para acompanhar a nova realidade da profissão.
A ACM acompanha essa transformação e reafirma seu compromisso com a promoção da equidade na medicina, atuando para fomentar reflexão, incentivar a modernização das estruturas profissionais e contribuir para mudanças necessárias à construção de um ambiente mais justo e representativo.
foto – Entre as diretores da ACM estão as médicas Tânia Ferreira Lima de Camargo, Cinthia Faraco Martinez Cebrian, Cláudia dos Santos Bernhardt e Daniella Serafin Couto Vieira


