Alesc debate impacto de novo complexo portuário de R$ 7,3 bi após licença do IMA; diretor da empresa será convidado para prestar esclarecimentos ao Parlamento
A Bancada do Norte vai pedir audiência com o governador Jorginho Mello (PL) para debater a recente concessão de uma Licença Ambiental Provisória (LAP) concedida pelo Instituto do Meio Ambiente (IMA) que autoriza a implantação de um novo complexo portuário na praia do Sumidouro, em São Francisco do Sul.
O empreendimento de grande porte gerou forte reação na comunidade e já desperta a atenção do Ministério Público Ambiental e da Procuradoria do município. O deputado Dr. Vicente Caropreso (PSDB), que coordena a Bancada do Norte, entende que o porto com previsão de 800 metros de extensão representa “um apocalipse biológico”.
Impactos Ambientais e de Infraestrutura
Ele acredita que afora riscos ambientais no ecossistema local, o movimento do terminal irá inviabilizar as comunidades das praias do Forte e Capri, e sobrecarregar ainda mais as rodovias de acesso a São Francisco do Sul, a BR-280 e a SC-415.
O empreendimento da empresa World Port integra o Grupo Ciser de Joinville, proprietário da área de 1,1 milhão de metros quadrados. A previsão é de construção de um terminal com seis berços de atracação para receber navios de grande porte (post-panamax e mega containership) por contar com um calado natural médio de 18 metros.
Investimento e Cronograma do Projeto
O investimento é de 1,4 bilhão de dólares (R$ 7,3 bilhões) e o prazo de conclusão é de oito anos. O diretor presidente da empresa, o ex-senador Paulo Bauer, foi convidado para prestar esclarecimentos à Bancada do Norte em reunião programada para 17 de março.
“Eu considero que 80% da população e do empresariado local estão contra o projeto”, avalia o deputado Maurício Peixer (PL), que é líder do governo no Parlamento. “Eu conheço o local muito bem, faz parte de um estuário, é um criatório e área preservada. Não entendo como o IMA concede essa licença”, protestou o deputado Sargento Lima (PL).
O deputado Matheus Cadorin (Novo) também se manifestou favorável à busca por esclarecimentos sobre o empreendimento, reforçando a necessidade de transparência sobre os impactos do novo complexo portuário na região.


