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Com foco no biometano, SCGÁS intensifica interiorização com agendas estratégicas no estado

Ações estratégicas realizadas pela Companhia mapearam demandas locais, oportunidades energéticas e projetos de expansão com foco em biometano

A SCGÁS promoveu, ao longo de 2025 e início de 2026, uma série de encontros estratégicos com gestores públicos, lideranças regionais e representantes de setores produtivos para acelerar a interiorização do gás natural em Santa Catarina. Os encontros tiveram como foco mapear oportunidades, avaliar demandas locais e avançar em projetos de expansão e diversificação do fornecimento, incluindo soluções como biometano e gás natural comprimido (GNC).

A agenda se iniciou com reuniões em São Lourenço do Oeste, com discussão de alternativas para implantação de rede local com foco em biometano ou GNC, e em Lages, para alinhamento de estratégias voltadas ao desenvolvimento do mercado de gás natural no Planalto Serrano.

Em São Lourenço do Oeste, o potencial de consumo de gás natural é estimado em cerca de 34 mil m³/dia, com possibilidade de atendimento parcial por biometano. Em 2025, foi realizada chamada pública para suprimento de gás na região, quando foram apresentadas aos clientes as modalidades de fornecimento, inclusive com uso de biometano. As empresas seguem em fase de análise das propostas. Também  foi realizada visita ao município em setembro, com reuniões em potenciais clientes e na Associação Empresarial de São Lourenço do Oeste (ACISLO) para apresentação dos projetos conceituais de expansão e uso de biometano.

Em Canoinhas, as tratativas envolveram a implantação de rede local no Planalto Norte. O mercado potencial na região é estimado em aproximadamente 80 mil m³/dia de gás natural, com clientes avaliando as condições de fornecimento. O modelo em estudo considera a possibilidade inicial de implantação de uma rede local isolada, com injeção de biometano para atendimento parcial da demanda, na ordem de 20 mil m³/dia. E mais adiante, havendo adesão de potenciais grandes consumidores, já há projeto para extensão do gasoduto de Mafra até Canoinhas, com cerca de 100 km.

Já em Campos Novos, além das agendas institucionais, a SCGÁS intensificou as ações ligadas à estruturação da cadeia de biometano. O potencial de oferta é estimado em 41 mil m³/dia.

Em novembro, a SCGÁS realizou evento na Associação Empresarial, Rural e Cultural Camponovense (ACIRCAM) para apresentação dos projetos de biometano e dos planos de interiorização. A Companhia avalia a melhor estratégia para aproveitamento dessa produção para atendimento a outros municípios. Também foi encaminhado formulário para levantamento de mercado na região, com retorno ainda em consolidação.

Ainda em novembro de 2025, foi realizado um encontro na Associação Empresarial de Caçador (ACIC) para apresentar as possibilidades de atendimento ao município. Após levantamento prévio de mercado, a SCGÁS aguarda desta entidade a conclusão de apuração do levantamento de combustíveis e sobre interesse em utilizar gás natural, entre seus associados e a consolidação de dados de consumo. A Companhia aguarda o retorno dessas informações para avançar nos estudos.

Em Chapecó, além do potencial de produção de biometano, o município apresenta mercado consumidor desenvolvido, estimado em cerca de 25 mil m³/dia, o que indica viabilidade para construção de rede local isolada. Foram realizadas visitas em setembro para apresentação dos projetos de expansão com uso do biometano de produção local. Em dezembro, nova reunião contou com a presença do Vice-Prefeito e do secretário de Desenvolvimento Econômico. Em janeiro, novos encontros presenciais avançaram nas análises técnicas e mercadológicas, aprimorando um projeto conceitual.

Essas agendas mostram como o biometano se consolida como indutor da interiorização do gás natural. As plantas no interior de Santa Catarina criam condições para viabilizar a chegada da infraestrutura de gás a regiões fora do eixo litorâneo, ao mesmo tempo em que fortalece a descarbonização das atividades produtivas.

Outro importante pilar para a interiorização no qual a SCGÁS segue investindo é o uso de gás natural associado ao biometano nas frotas de cargas pesadas. A adoção desses combustíveis em caminhões, ônibus e outros veículos de carga, cria demanda contínua fora dos grandes centros, viabiliza novos investimentos em postos e corredores logísticos e reduz as emissões de gases de efeito estufa. Trata-se de uma solução já disponível, economicamente competitiva e alinhada às metas de transição energética, capaz de conectar desenvolvimento regional, eficiência logística e sustentabilidade. Atualmente, Santa Catarina já conta com 62 postos em rodovias. Desses, 20 são estruturados para abastecer caminhões com GNV em corredores estratégicos, e 4 possuem alta vazão, o que reduz o tempo de abastecimento de 40 para 20 minutos.

“Com o biometano associado ao gás natural, conseguiremos disponibilizar redes para o interior, criar infraestruturas e estimular o desenvolvimento regional. Ao mesmo tempo, a aplicação em frotas pesadas gera demanda contínua, reduz emissões e fortalece corredores logísticos estratégicos, unindo melhor competitividade e transição energética.” destaca Otmar Müller, Diretor Presidente da SCGÁS. A iniciativa reforça o compromisso em ampliar sua presença no estado, construindo soluções energéticas alinhadas às características de cada região e impulsionando o desenvolvimento sustentável e a competitividade de toda Santa Catarina.

O que significa interiorização?

Interiorizar o gás natural significa levar o energético para além do eixo litorâneo de Santa Catarina. Hoje, a maior parte da rede de distribuição ainda está concentrada no litoral, reflexo da implantação do Gasoduto Brasil–Bolívia (Gasbol), na década de 1990, quando o principal polo industrial catarinense estava localizado nessa faixa territorial.

Nos últimos anos, a SCGÁS passou a investir em projetos estruturantes para expandir o fornecimento ao interior, unindo desenvolvimento econômico e eficiência energética. Um marco dessa estratégia é o Projeto Serra Catarinense, entregue em outubro de 2024, com mais de 221 km de gasoduto, investimento superior a R$ 350 milhões e 14 anos de execução. A obra superou desafios como travessias de rios e terrenos rochosos, sendo o maior projeto de distribuição de gás natural já executado no país.

As redes locais isoladas têm papel central nesse processo, pois permitem levar o gás natural, com menores investimentos, a regiões ainda distantes dos grandes gasodutos, garantindo abastecimento seguro enquanto novas infraestruturas são estruturadas. Para os próximos anos, o foco é ampliar esse modelo em áreas estratégicas do Planalto Norte e do Oeste Catarinense.

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