Sessão plenária debate combate à violência contra a mulher e rigor na punição de agressores; Joinville é destaque pelos 175 anos e investimentos em infraestrutura
A sessão plenária da manhã desta quinta-feira (5) teve como foco os pronunciamentos sobre a violência contra as mulheres. Da tribuna, os deputados abordaram questões como a banalização dos casos, o desvirtuamento moral da sociedade e a falta de rigor na responsabilização dos agressores.
O tema foi inicialmente levado à tribuna pelo deputado Emerson Stein (MDB), que declarou que os crimes de feminicídio têm sido uma pauta constante no estado e em todo o país e ensejam à sociedade um novo tipo de posicionamento, sobretudo por parte dos homens.
“Nós, homens, temos, sim, que tomar uma atitude. E você, mulher, também não tenha medo, não se esconda, não se furte a denunciar”, disse.
Por sua vez, a deputada Ana Campagnolo (PL) observou que o estupro e a morte da freira Nadia Gavanski, de 82 anos, geraram menos comoção social do que o caso do cão Orelha.
Segundo ela, isso indicaria que a sociedade brasileira passa por um momento que conjuga a depreciação geral da vida humana, a relativização moral e a falta de responsabilização adequada dos culpados.
“Estamos no Mês da Mulher, mas receio que estejamos também no século dos idiotas. No século dos idiotas úteis, dos idiotas inúteis, no século da bandidolatria”, disse.
Campagnolo afirmou que solicitará ao governo e à Assembleia Legislativa do Paraná que homenageiem Nádia Gawanski pelo exemplo de vida dedicada ao próximo. Ela também anunciou que protocolou um projeto de lei para determinar que as autoridades médicas comuniquem as forças policiais sempre que for verificada a ocorrência de um caso de violência contra a mulher.
Já o deputado Júnior Cardoso (PRD) apontou o estupro coletivo cometido contra uma jovem do Rio de Janeiro como indicativo da situação de “barbárie” e “baderna institucionalizada” em que o país se encontraria.
O parlamentar, que integra a Comissão de Direitos Humanos e Família da Assembleia Legislativa, pediu que as instituições públicas atuem com mais rigor na apuração de tais casos e na responsabilização dos culpados.
“Que a lei seja cumprida com vigor, que os responsáveis sejam identificados, julgados e punidos com todo o peso da lei e com a agilidade que o caso precisa. E que o poder público fortaleça políticas de proteção, acolhimento e apoio às mulheres vítimas de violência.”
Fragilidade das instituições
Também o deputado Sargento Lima (PL) declarou que a sociedade passa por um mau momento. O parlamentar usou como referência, entretanto, não a violência praticada contra as mulheres, mas os casos de corrupção e troca de influências envolvendo os setores privado e público.
Um dos casos mais recentes, disse, teria como protagonista uma grande instituição bancária e envolveria a morte de acusados, acertos com autoridades federais e a conivência de instituições públicas. “Parece uma trama cinematográfica, mas é pena que não se trate de ficção, mas de realidade.”
Ele também disse que tal quadro já era esperado. “Nós avisamos isso em 2018, nós avisamos isso em 2022, que nós entregaríamos esse país nas mãos de quem não tem compromisso nenhum. O mínimo compromisso com qualquer pauta relacionada à vida e à prosperidade neste país. E foi isso que aconteceu.”
Diante disso, o parlamentar afirmou que a sociedade brasileira deve ter duas grandes prioridades para o ano de 2027: alterar o perfil do Senado — que, a seu ver, poderá promover reformas nos três poderes públicos — e realizar a revisão da reforma tributária.
Aniversário e convite
Já Matheus Cadorin (Novo) destacou a celebração — no próximo dia 9 — dos 175 anos do município de Joinville. Segundo o deputado, a maior cidade de Santa Catarina chega a esse marco como “um dos principais polos industriais, tecnológicos e econômicos do Brasil”, destacando-se ainda pela “inovação, produtividade e desenvolvimento”.
Na ocasião, ele convidou o governador Jorginho Mello para participar das celebrações da data, destacando a atitude do gestor em promover grandes investimentos na cidade e na região Norte do estado.
Como exemplos, ele citou a ampliação do Hospital São José e da Maternidade Darci Vargas, a segunda fase da duplicação da Rodovia Dona Francisca, o projeto Inova Unesc e também a Via Mar — a estrada planejada para conectar Joinville ao contorno viário da Grande Florianópolis.
Por fim, ele enalteceu a gestão do prefeito Adriano Silva e da vice-prefeita Rejane Ganbin à frente do município, que qualificou como “moderna, eficiente e bem avaliada pela população”, destacando ainda a parceria firmada com o governo do Estado.
Perguntas Frequentes
1) Quais foram os principais temas debatidos na sessão plenária da Alesc?
Os principais temas foram o combate à violência contra a mulher, a cobrança por maior rigor na punição de agressores, críticas a casos de corrupção institucional e a celebração dos 175 anos de Joinville.
2) Qual projeto de lei foi anunciado pela deputada Ana Campagnolo?
A parlamentar anunciou um projeto de lei que obriga autoridades médicas a comunicarem as forças policiais sempre que verificarem casos de violência contra a mulher em atendimentos.
3) Como Joinville foi pautada na sessão desta quinta-feira?
O deputado Matheus Cadorin destacou o aniversário de 175 anos da cidade, ressaltando sua importância econômica e convidando o governador para as celebrações, além de listar investimentos estaduais na região.


