Blog do Prisco
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Respeito as leis

Ser cidadão é, também, conhecer nossos direitos e cumprir nossos deveres. Para isso, as leis podem ajudar muito. Elas são as “regras do jogo” e existem para garantir que a democracia e os direitos de todos sejam respeitados. Ao obedecer às leis, contribuímos para um mundo melhor e mais justo para todos. Se é assim, por que as pessoas fazem tão pouco caso com as leis? As leis foram criadas para organizar a sociedade, estabelecendo o que cada indivíduo pode ou não fazer. São elas que determinam o que é certo e o que é errado. Quando nós respeitamos as leis somos exemplos para as pessoas ao nosso redor. Infelizmente hoje no Brasil, esta demonstração de respeito não tem vindo daqueles que deveriam dar o exemplo e proteger a Constituição. E este desrespeito vem fermentando todo o resto do país, onde políticos e ministros, a maioria deles, se acham acima da lei e fazem o que bem entendem. É só ver o que acontecendo aqui mesmo no Brasil, especialmente em Brasília, onde CPMI como a do INSS e do Banco Master revelam a vergonhosa ação de algumas pessoas, que não respeitaram as leis. O país foi tomado por verdadeiras quadrilhas de mafiosos e uma depuração precisa ser efetuada. O descaso com o povo e com as leis é muito grande. Muitos brasileiros estão se sentindo trouxas, e esse sentimento está tomando conta de todo o território nacional. Trouxa. Confesso que não gosto dessa palavra, porque ela zomba da inocência, da civilidade, do direito e da vida. Ela dá entender que os malandros é que se dão bem na vida porque outros foram bobos. O vocabulário “trouxa” no Brasil está carregado de conotações pejorativas. Aqui quem não é malandro é trouxa. Sentimos na pele com as inúteis CPIs que são criadas, onde os “espertos” enganam os “trouxas”. Um bom exemplo de respeito às leis vem do Estado do Missouri, que fica na região centro-oeste dos Estados Unidos. Lá quando uma pessoa comete um crime e é condenada a prisão perpétua, ele vai cumprir a pena de forma integral. Quando esta pessoa morre será sepultada no cemitério da penitenciária. Um outro exemplo é: se um homem é preso e recebe como sentença 50 anos de prisão, e porventura venha falecer dentro da penitenciária, e tenha cumprido apenas 30 anos, ele será sepultado no cemitério da prisão por mais 20 anos, até completar toda a pena de 50 anos. E um detalhe, a família não participa do funeral, são os próprios presos que fazem a cerimônia e a família não participa. Talvez você esteja achando muito rígida esta postura. Eu não vejo assim. Eu acho que tudo isto é uma total demonstração de respeito às leis. Estamos longe disso, muito longe, é uma pena. RICARDO WINTER ricardof.winter@gmail.com

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