Balanço de 2025 feito pela AltoQi revela como tecnologia, dados e método deixaram de ser tendência e viraram critério de sobrevivência
A construção civil inicia 2026 sob um novo regime de exigência. Produtividade, previsibilidade e controle deixaram de ser diferenciais competitivos para se tornar requisitos básicos de permanência no mercado. A mudança é resultado direto das pressões acumuladas ao longo de 2025, ano que evidenciou, com dados concretos e prazos cada vez mais rígidos, a necessidade de evolução nos processos de planejamento e gestão da construção civil.
O custo médio da construção no Brasil fechou 2025 em R$ 1.872,24 por metro quadrado, segundo dados do SINAPI/IBGE (setembro/2025), uma alta de R$ 99,04 em relação a 2024. Mais do que um aumento pontual, o indicador refletiu a dificuldade de muitas empresas em lidar com atrasos, desperdícios e falta de integração entre projeto, orçamento e execução.
Para a AltoQi, desenvolvedora brasileira de tecnologia para engenharia e Gestão Digital da Construção, o ano marcou uma virada definitiva no setor. “A discussão deixou de ser se a tecnologia é necessária e passou a ser como aplicá-la de forma técnica, integrada e mensurável. Quem não se organizou, sentiu no prazo, no orçamento e na previsibilidade da obra”, analisa o CEO da empresa, Felipe Althoff.
Na prática, 2025 foi o ano em que conceitos amplamente discutidos nos últimos tempos passaram a ser testados no canteiro. O BIM (Building Information Modeling ou Modelagem da Informação da Construção) saiu das apresentações institucionais e começou a orientar decisões reais de projeto e execução. A gestão digital deixou de ser vista como tendência e passou a funcionar como ferramenta de sobrevivência operacional. Ainda assim, o ritmo de adoção segue desigual: levantamento do BIM Fórum Brasil aponta que cerca de 70% das construtoras e incorporadoras ainda avançam de forma lenta na digitalização.
Os dados reforçam uma mudança de mentalidade no setor. Produtividade deixou de ser meta aspiracional e passou a ser requisito básico de competitividade. Empresas que avançaram em industrialização, modularização e métodos off-site (fabricação de partes da obra fora do canteiro) começaram a colher resultados concretos, como maior previsibilidade de prazos, redução de desperdícios e ganhos de eficiência energética e hídrica a partir da automação e do planejamento integrado.
2026: menos improviso, mais método
As projeções indicam crescimento de 2,7% para a construção civil em 2026, segundo estimativa do SindusCon-SP em parceria com a FGV Ibre. Para a AltoQi, no entanto, esse avanço não será homogêneo. “O crescimento existe, mas não será distribuído igualmente. Vai crescer quem trabalha com método, dados e integração entre projeto, obra e gestão. A era do improviso ficou para trás”, afirma Althoff.
A retrospectiva de 2025 ajuda a desenhar com clareza as prioridades técnicas que devem orientar o próximo ciclo do setor. Entre elas, a consolidação da industrialização aplicada à construção, com o uso mais frequente de painéis, estruturas metálicas, kits hidráulicos e componentes produzidos fora do canteiro, permitindo que etapas avancem em paralelo e reduzam riscos de execução.
Outro movimento irreversível é o uso de inteligência artificial como suporte à engenharia. Em vez de substituir profissionais, a tecnologia passa a automatizar tarefas repetitivas, análises de parâmetros, simulações e previsões orçamentárias, liberando tempo para decisões técnicas mais estratégicas.
O BIM, metodologia que integra em um modelo digital todas as informações técnicas de uma obra, também avança para além da modelagem tridimensional. A integração das dimensões de tempo, custo, sustentabilidade e gestão do ativo consolida a metodologia como base para obras mais eficientes, com menos retrabalho e maior controle ao longo de todo o ciclo de vida da edificação.
Conteúdo técnico como preparação para o novo ciclo
Antecipando esse cenário, a AltoQi iniciou ainda em dezembro de 2025 uma agenda de conteúdos técnicos voltados à preparação do mercado. A programação incluiu encontros online sobre industrialização de instalações prediais, aumento de produtividade no projeto estrutural e integração entre projetos e orçamento em ambiente BIM — temas que refletem as principais dores enfrentadas pelo setor no último ano.
Essa jornada culmina no Lançamento AltoQi 2026, evento digital gratuito marcado para 10 de março, quando a empresa apresentará as inovações previstas para seus softwares ao longo do ano. A programação ao vivo será organizada em três eixos centrais da engenharia: instalações prediais, gestão digital da construção e projetos estruturais.
O destaque do evento será o anúncio de um recurso inédito no software Eberick, o Nodes, que promete colocar nas mãos do projetista o poder de construir o que precisa e assim transformará a forma como projetos estruturais são desenvolvidos no Brasil.
Com sede em Florianópolis, a AltoQi soma 36 anos de atuação e é reconhecida como líder nacional em soluções para projetos de edificações e Gestão Digital da Construção. Para a empresa, a leitura de 2025 deixa uma mensagem clara: o futuro da construção já começou — e ele exige menos improviso e mais engenharia baseada em dados, tecnologia e processo.
O evento é gratuito e as inscrições já estão abertas em
👉 https://lps.altoqi.com.br/lancamento-altoqi-2026






