Os dados revelam uma variação expressiva entre os valores praticados no comércio. Em 2026, a diferença entre o somatório dos itens de menor e de maior preço chegou a 256,25%, reforçando que a pesquisa prévia continua sendo a principal ferramenta para economizar neste período do ano, marcado pelo acúmulo de despesas das famílias.
Em comparação com a pesquisa realizada em janeiro de 2025, houve redução de 6,23% no somatório dos itens de menor valor, que passou de R$ 64,88 para R$ 60,84. Por outro lado, o somatório dos itens de maior valor apresentou aumento significativo de 41,85%, saltando de R$ 152,79 para R$ 216,74.
Considerando a média geral, em 2025 o consumidor gastava aproximadamente R$ 93,89 para adquirir todos os itens pesquisados. Em 2026, esse valor passou para R$ 104,59, representando um aumento de 11,39%.
O PROCON orienta que, além de comparar preços, o consumidor avalie o custo-benefício dos produtos, observando diferenças de quantidade, peso e volume, comuns em itens como cadernos, colas e tintas. A instituição também recomenda o reaproveitamento de materiais do ano anterior, como mochilas, réguas, tesouras e apontadores, a organização de grupos de pais para compra coletiva e a troca ou venda de livros usados entre famílias.
Outro alerta importante é quanto às práticas abusivas por parte das instituições de ensino. As escolas não podem exigir marcas específicas, indicar estabelecimentos comerciais, cobrar taxas no lugar da lista de materiais ou solicitar itens de uso coletivo e administrativo. Os materiais pedidos devem ser compatíveis com as atividades pedagógicas do aluno ao longo do ano letivo.
Caso o consumidor identifique irregularidades, pode registrar denúncia junto ao PROCON de Itajaí, presencialmente ou pelo WhatsApp (47) 98855-7811.






