Nota do Senador Jorge Seif:
O que está acontecendo no Brasil é grave. Muito grave.
Estamos falando de um ex-presidente da República, o maior líder da direita da América do Sul, um homem que governou o país com apoio popular massivo e que hoje enfrenta uma escalada de medidas que beiram o absurdo.
Jair Bolsonaro não é um criminoso perigoso. Não é alguém que oferece risco à sociedade. É um homem com histórico público conhecido, com saúde fragilizada, submetido a inúmeras cirurgias, sequelas permanentes de uma tentativa de assassinato e acompanhamento médico constante. Tratar esse quadro com frieza burocrática é desumano.
A discussão sobre prisão domiciliar não é apenas jurídica… é moral.
O Brasil assiste a um processo que, cada vez mais, assume contornos de perseguição política. Quando decisões parecem pré-determinadas, quando ritos são acelerados seletivamente e quando instituições que deveriam agir com independência passam a ecoar o mesmo roteiro, a sociedade tem o direito de questionar.
A manifestação da PGR, em vez de reafirmar garantias constitucionais, soa como mais um capítulo de um enredo que já parece escrito. O Ministério Público existe para defender a ordem jurídica, não para se alinhar a pressões políticas ou narrativas de ocasião.
O que está em jogo não é apenas o destino de Bolsonaro. É o precedente institucional que se cria. É o sinal que se envia a milhões de brasileiros que se sentem representados por ele.
Perseguir o maior líder da direita não apaga sua força política. Não apaga sua história. E muito menos apaga o sentimento de milhões de cidadãos que enxergam nisso tudo um desequilíbrio perigoso entre os Poderes.
O Brasil precisa de Justiça. Não de revanche.
A democracia verdadeira exige equilíbrio, garantias, humanidade e respeito ao devido processo legal para todos. Inclusive para quem pensa diferente.
Não querem calar Jair Bolsonaro. Querem eliminá-lo.





