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Arqueologia do município é tema de projeto de robótica em Itajaí

Alunos desenvolveram uma peneira para facilitar o trabalho do arqueólogo do Museu da Itaipava e venceram etapa nacional da First Lego League

Foto: Divulgação
A arqueologia em Itajaí foi objeto de estudo para a equipe Pipeline Surfers, da Escola SESI, desenvolver uma peneira automática usada nas escavações. Os alunos tiveram como referência o trabalho do arqueólogo do Museu Etno-Arqueológico do Município e criaram o equipamento para facilitar o dia a dia do profissional. O resultado foi o primeiro lugar na etapa nacional da First Lego League Challenge (FLL), realizada em São Paulo, garantindo a oportunidade de representar o Brasil no campeonato mundial em Houston, nos Estados Unidos.

Como a competição deste ano teve o tema arqueologia, eles participaram de diversas reuniões com o arqueólogo Darlan Cordeiro, do museu na Itaipava, para saber os maiores desafios que o profissional enfrentava em campo. Foi aí que eles começaram a desenvolver a peneira automática capaz de reduzir o esforço físico dos profissionais, demonstrando inovação e aplicabilidade real.

“Eles trabalharam conosco para compreender as dificuldades da arqueologia em escavações e desenvolveram a peneira automática para facilitar o peneiramento dos sedimentos arqueológicos”, destaca Darlan Cordeiro, arqueólogo do museu.

O trabalho da equipe começou na etapa regional, realizada em novembro de 2025, e se intensificou nas semanas que antecederam o nacional. Os estudantes se dedicaram de forma contínua, organizando seu próprio cronograma de atividades e, nos últimos 15 dias antes da competição, passaram horas programando, testando o robô e refinando o projeto de inovação. Dedicação que resultou no prêmio.

“Quando descobrimos que éramos os primeiros, ficamos sem palavras. O desempenho do robô na mesa representou apenas 25% da nota, mas as avaliações das salas, que valem 75%, são sempre uma surpresa. Ver o trabalho dos alunos reconhecido foi emocionante”, explica a professora Siliana Della Costa.

Segundo o arqueólogo Darlan Cordeiro, do Museu Etnológico de Itajaí, o projeto também trouxe uma reflexão importante sobre o próprio trabalho da arqueologia.

“Quando eles apresentaram o primeiro protótipo já foi emocionante. Depois veio o segundo lugar no estadual e agora o primeiro lugar nacional, o que nos deixou muito orgulhosos. É a primeira vez que Santa Catarina chega ao topo dessa competição, com uma escola de Itajaí e um projeto ligado ao nosso museu. Isso projeta o trabalho que realizamos aqui nacionalmente. Agora eles seguem para a etapa internacional, nos Estados Unidos, e nós ainda vamos ajudar a aprimorar o equipamento para que ele chegue lá ainda melhor. A proposta deles nos provocou a pensar em soluções próprias para a arqueologia e em como poderíamos minimizar o esforço do trabalho de campo e tornar o processo mais ágil.”

A etapa internacional será em Houston, no Texas, entre os dias 20 e 30 de abril e 1º e 2 de maio.

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