Blog do Prisco
Manchete

A tristeza de Amin e o debate que importa

A mais recente declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou forte reação em diversos setores da sociedade e da classe política. Ao manifestar tristeza diante da classificação de organizações criminosas brasileiras (PCC e CV) como grupos terroristas pelos Estados Unidos, Lula acabou abrindo uma discussão que vai muito além da diplomacia ou das relações bilaterais.

Em Santa Catarina, o senador Esperidião Amin reagiu de forma contundente, mas trazendo o tema para um terreno mais concreto e urgente: a realidade da segurança pública brasileira. A posição de Amin é a da maioria dos brasileiros: está triste porque o crime organizado só prospera sob Lula III.

A manifestação do catarinense só escancara que temos um presidente inescrupuloso, vingativo, insano, senil e desclassificado. Pois é, o Brasil voltou não é mesmo?

O fato é que a discussão não deveria estar centrada em uma suposta disputa entre soberania nacional e interferência estrangeira. Nenhum brasileiro que preze a independência do país deseja ver o Brasil submetido aos interesses dos Estados Unidos ou de qualquer outra potência internacional. A soberania é um patrimônio nacional inegociável.

Mas o problema real está em outro lugar.

Enquanto parte do debate político se concentra em questões ideológicas, o crime organizado avança de maneira acelerada. Facções criminosas ampliaram seu poder econômico, territorial e institucional. Especialistas em segurança pública alertam há anos para a existência de áreas inteiras onde o Estado perdeu capacidade efetiva de controle, impondo aos cidadãos uma realidade paralela marcada pela violência, pela intimidação e pela presença ostensiva de organizações criminosas.

A questão central, portanto, não é se o Brasil corre o risco de perder soberania para os Estados Unidos. A pergunta que precisa ser feita é outra: quanto da soberania brasileira já foi comprometida pelo avanço do crime organizado?

Quando facções controlam territórios, impõem regras, exploram atividades econômicas ilegais, determinam quem entra e quem sai de determinadas regiões, exploram adolescentes, crianças, usando-as na prostituição e no tráfico; e desafiam diariamente as forças de segurança, estamos diante de uma ameaça concreta à autoridade do Estado brasileiro.

É justamente nesse ponto que a manifestação de Esperidião Amin ganha relevância. O senador catarinense desloca o foco da discussão para aquilo que realmente preocupa a população: a necessidade de um combate firme, permanente e eficaz ao crime organizado.

O cidadão comum não quer ver o Brasil transformado em colônia de ninguém. Mas também não aceita viver em um país onde facções criminosas disputam espaço com as instituições legítimas da República.

A soberania nacional não se defende apenas em discursos diplomáticos ou em debates ideológicos. Ela se preserva garantindo que o Estado tenha autoridade sobre todo o território nacional, que as leis sejam cumpridas e que o crime não substitua o poder público.

Essa é a verdadeira discussão. E ela é urgente.

 

Posts relacionados

Fracasso, miséria, mentira, corrupção: a esquerda sob o olhar de um artista

leander

Amin cobra ampliação das obras previstas em concessão de rodovias

leander

É sempre a mesma história

leander