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Unesc conecta universidades de diferentes países em conferência sobre cultura de paz

Encontro reúne especialistas do Brasil, Espanha, Colômbia e México para discutir o papel da educação, da pesquisa e da cooperação internacional na construção de uma sociedade mais pacífica. (Fotos: Décio Batista e Luan Vieira/Agecom/Unesc)

Haz paz. Make peace. Faça paz. Mais do que palavras pronunciadas em espanhol, inglês e português, três dos idiomas mais falados do mundo, a expressão resume um compromisso que rompe fronteiras e encontrou na Unesc um ponto de conexão entre ciência, educação e cooperação internacional.

A Universidade Comunitária recebeu, na tarde desta quarta-feira (8/7), a conferência “Novos tempos, novos protagonistas: uma conexão global pela paz”, reunindo pesquisadores e representantes de instituições de ensino superior do Brasil, Espanha, Colômbia e México para discutir como o conhecimento científico pode fortalecer uma cultura de paz.

A conferência marcou a continuidade das discussões iniciadas durante o Fórum Internacional de Universidades pela Paz (Foup), realizado entre os dias 5 e 7 de julho, em Florianópolis, com a presença de especialistas de diferentes nações em torno de temas como educação, inovação, inclusão e desenvolvimento social.

Ao receber a delegação internacional, a reitora em exercício da Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacou que a promoção da paz já integra a identidade da Universidade por meio de programas institucionais há muitos anos, projetos de pesquisa, ações de extensão e iniciativas voltadas ao cuidado com as pessoas.

Para ela, a adesão ao Fórum amplia o compromisso da Unesc com a internacionalização e fortalece a missão comunitária. “A paz não significa somente a ausência de conflitos. Ela está na forma como aprendemos a lidar com eles. Nosso compromisso é fazer com que o conhecimento produzido na Universidade alcance cada vez mais a sociedade, além de fortalecer as iniciativas já realizadas há muitos anos”, ressaltou.

Durante o encontro, Gisele anunciou ainda que a Unesc iniciará, ainda neste ano, a construção da Política Institucional de Cultura de Paz. O documento será elaborado de forma coletiva, por meio do envolvimento de estudantes, professores, técnicos e parceiros externos, fortalecendo iniciativas que já fazem parte da atuação institucional da Universidade.

Universidade como protagonista da transformação

Coordenador do Fórum de Universidades pela Paz, Adriano Rodrigues afirmou que o Foup reúne cerca de 170 universidades e nasce da convicção de que o ambiente acadêmico é o espaço adequado para liderar a construção de uma convivência pacífica. A rede conecta instituições da América Latina, Europa e outros continentes em projetos colaborativos de pesquisa, formação e inovação voltados à cultura de paz.

Na avaliação de Rodrigues, o Fórum parte da compreensão de que paz, equidade e justiça são responsabilidades compartilhadas. A proposta é mobilizar universidades para transformar conhecimento científico em ações concretas capazes de produzir impacto social.

“O Fórum propõe o ‘ativismo científico’, que utiliza a pesquisa, a inovação e a extensão como instrumentos de transformação social. A Universidade deixa de ser apenas espectadora para assumir um papel protagonista. É nela que a ciência acontece, que a comunidade está presente e que os estudantes podem liderar grandes mudanças”, afirmou.

Entre as iniciativas apresentadas estão o Centro de Estudos e Pesquisas Avançadas pela Paz e Inovação (CIEP), primeiro centro internacional criado no âmbito do Fórum, que reunirá pesquisadores internacionais para estudar temas como violência contra a mulher e violência de gênero; o Banco Internacional de Boas Práticas pela Paz; uma revista científica dedicada ao tema; cursos internacionais de formação em cultura de paz; programas voltados aos jovens, à saúde mental nas universidades e ao fortalecimento de cidades comprometidas com a promoção da paz.

Cooperação internacional para transformar realidades

A programação contou com a participação da diretora-geral da Asociación Universitaria Iberoamericana de Postgrado (AUIP), María Chantal Pérez Hernández, da Espanha; do professor da Universidad Simón Bolívar, da Colômbia, Porfirio Bayuelo; do diretor da Cátedra Unesco de Resolução de Conflitos da Universidad de Córdoba, Manuel Torres Aguilar, da Espanha; e do professor Francisco Javier Gorjón Gómez, da Universidad Autónoma de Nuevo León, no México. Durante a agenda na Unesc, os visitantes conheceram a estrutura e os serviços prestados pelas Clínicas Integradas de Saúde.

Representando uma associação formada por cerca de 320 universidades ibero-americanas, María Chantal destacou que a cooperação internacional e a mobilidade acadêmica são essenciais para consolidar uma cultura de paz. Ao conhecer a estrutura da Unesc, ela ressaltou o vínculo da Universidade com a comunidade e o impacto social das ações desenvolvidas.

“As universidades têm a responsabilidade de formar as futuras gerações. Sem uma educação baseada na paz, dificilmente a sociedade conseguirá viver em paz. Os pesquisadores precisam trabalhar de maneira integrada. Somente por meio da cooperação internacional conseguiremos construir soluções para os grandes desafios da humanidade. Fiquei impressionada com o trabalho social desenvolvido pela universidade e com sua relação direta com a comunidade. Esse é exatamente o papel que uma universidade deve cumprir”, enfatizou.

Já Manuel Torres Aguilar observou que, em um mundo marcado pela polarização e pela desinformação, as universidades têm papel estratégico na formação do pensamento crítico e na resolução pacífica dos conflitos. Para ele, promover bem-estar social também significa construir paz.

“A educação é essencial para transformar mentalidades, desenvolver pensamento crítico e preparar cidadãos capazes de compreender um mundo marcado pela desinformação e pela polarização. Depois de conhecer a estrutura comunitária da Unesc, especialmente na área da saúde, compreendi que promover bem-estar social também significa construir paz”, afirmou.

“A construção da paz depende do envolvimento coletivo”

Francisco Javier Gorjón Gómez defendeu que todas as áreas do conhecimento incorporem a paz como objeto de estudo. Conforme o pesquisador, médicos, engenheiros, advogados, educadores e pesquisadores compartilham a responsabilidade de formar profissionais comprometidos com uma sociedade mais justa e pacífica.

“As universidades possuem a missão de formar profissionais comprometidos com um futuro melhor. Essa responsabilidade precisa envolver toda a comunidade acadêmica. Conhecer a Unesc foi motivo de orgulho. Ao visitar as clínicas e observar o atendimento oferecido à população, percebemos que promover saúde física, mental e emocional também significa construir paz. Cada pessoa pode contribuir para esse processo a partir da própria realidade. A construção da paz depende do envolvimento coletivo”, destacou.

O colombiano Porfirio Bayuelo enfatizou que a cultura de paz precisa ser construída desde a infância e afirmou ter ficado impressionado com a infraestrutura da Universidade e com o modelo comunitário de atuação, especialmente nas áreas da saúde e da formação acadêmica.

“Os estudantes precisam retornar às suas comunidades preparados para promover desenvolvimento social. Quando conseguem transformar seus territórios, contribuem para a construção da paz e do progresso do país. Fiquei impressionado com a estrutura das clínicas e dos serviços de saúde da universidade. Isso demonstra o compromisso institucional com uma educação de qualidade e com o atendimento à comunidade”, afirmou.

Paz que ultrapassa os muros da Universidade

Também presente no encontro, a presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Camila Jacoby, destacou que a essência comunitária da Unesc se manifesta justamente na capacidade de pensar além dos próprios muros e manter diálogo permanente com a sociedade.

“Receber representantes de diferentes países reforça o compromisso da Unesc com a troca de conhecimentos e a construção coletiva de soluções para os desafios contemporâneos. Esperamos que este encontro gere aprendizados, conexões e novas parcerias em favor da educação e da cultura de paz”, concluiu.

 

Abaixo, a versão em espanhol:

Unesc conecta universidades de diferentes países en una conferencia sobre cultura de paz

Encuentro reúne a especialistas de Brasil, España, Colombia y México para debatir el papel de la educación, la investigación y la cooperación internacional en la construcción de una sociedad más pacífica

Haz paz. Make peace. Faça paz. Más que palabras pronunciadas en español, inglés y portugués, tres de los idiomas más hablados del mundo, la expresión resume un compromiso que trasciende fronteras y encontró en la Unesc un punto de conexión entre la ciencia, la educación y la cooperación internacional.

La Universidad Comunitaria recibió, en la tarde de este miércoles (8/7), la conferencia “Nuevos tiempos, nuevos protagonistas: una conexión global por la paz”, que reunió a investigadores y representantes de instituciones de educación superior de Brasil, España, Colombia y México para debatir cómo el conocimiento científico puede fortalecer una cultura de paz.

La conferencia dio continuidad a los debates iniciados durante el Foro Internacional de Universidades por la Paz (Foup), realizado entre el 5 y el 7 de julio, en Florianópolis, con la participación de especialistas de diferentes países para dialogar sobre educación, innovación, inclusión y desarrollo social.

Al recibir a la delegación internacional, la rectora en funciones de la Unesc, Gisele Silveira Coelho Lopes, destacó que la promoción de la paz ya forma parte de la identidad de la Universidad mediante programas institucionales, proyectos de investigación, acciones de extensión e iniciativas orientadas al cuidado de las personas.

Según ella, la adhesión al Foro amplía el compromiso de la Unesc con la internacionalización y fortalece su misión comunitaria.

“La paz no significa únicamente la ausencia de conflictos. Está presente en la manera en que aprendemos a gestionarlos. Nuestro compromiso es lograr que el conocimiento producido en la Universidad llegue cada vez más a la sociedad”, afirmó.

Durante el encuentro, Gisele anunció además que la Unesc iniciará aún este año la construcción de su Política Institucional de Cultura de Paz. El documento será elaborado de manera participativa, con la intervención de estudiantes, profesores, personal técnico y aliados externos, fortaleciendo iniciativas que ya forman parte de la actuación institucional de la Universidad.

La universidad como protagonista de la transformación

El coordinador del Foro de Universidades por la Paz, Adriano Rodrigues, explicó que el Foup reúne a cerca de 170 universidades y nace de la convicción de que el ámbito académico es el espacio ideal para liderar la construcción de una convivencia pacífica. La red conecta instituciones de América Latina, Europa y otros continentes mediante proyectos colaborativos de investigación, formación e innovación orientados a la cultura de paz.

Según Rodrigues, el Foro parte de la comprensión de que la paz, la equidad y la justicia constituyen responsabilidades compartidas. Su propósito es movilizar a las universidades para transformar el conocimiento científico en acciones concretas capaces de generar impacto social.

“El Foro propone el ‘activismo científico’, que utiliza la investigación, la innovación y la extensión como instrumentos de transformación social. La Universidad deja de ser únicamente espectadora para asumir un papel protagonista. Es allí donde ocurre la ciencia, donde la comunidad está presente y donde los estudiantes pueden liderar grandes transformaciones”, señaló.

Entre las iniciativas presentadas se encuentran el Centro de Estudios e Investigaciones Avanzadas para la Paz y la Innovación (CIEP), el primer centro internacional creado en el marco del Foro, que reunirá investigadores internacionales para estudiar temas como la violencia contra la mujer y la violencia de género; el Banco Internacional de Buenas Prácticas para la Paz; una revista científica dedicada al tema; cursos internacionales de formación en cultura de paz; además de programas dirigidos a los jóvenes, la salud mental en las universidades y el fortalecimiento de ciudades comprometidas con la promoción de la paz.

Cooperación internacional para transformar realidades

La programación contó con la participación de la directora general de la Asociación Universitaria Iberoamericana de Posgrado (AUIP), María Chantal Pérez Hernández, de España; del profesor de la Universidad Simón Bolívar, de Colombia, Porfirio Bayuelo; del director de la Cátedra UNESCO de Resolución de Conflictos de la Universidad de Córdoba, Manuel Torres Aguilar, de España; y del profesor Francisco Javier Gorjón Gómez, de la Universidad Autónoma de Nuevo León, en México. Durante su visita a la Unesc, los invitados conocieron la infraestructura y los servicios prestados por las Clínicas Integradas de Salud.

En representación de una asociación conformada por cerca de 320 universidades iberoamericanas, María Chantal destacó que la cooperación internacional y la movilidad académica son esenciales para consolidar una cultura de paz. Tras conocer la estructura de la Unesc, resaltó el vínculo de la Universidad con la comunidad y el impacto social de las acciones que desarrolla.

“Las universidades tienen la responsabilidad de formar a las futuras generaciones. Sin una educación basada en la paz, difícilmente la sociedad podrá vivir en paz. Los investigadores deben trabajar de manera integrada. Solo mediante la cooperación internacional podremos construir soluciones para los grandes desafíos de la humanidad. Me impresionó el trabajo social desarrollado por la Universidad y su relación directa con la comunidad. Ese es precisamente el papel que debe cumplir una universidad”, enfatizó.

Por su parte, Manuel Torres Aguilar observó que, en un mundo marcado por la polarización y la desinformación, las universidades desempeñan un papel estratégico en la formación del pensamiento crítico y en la resolución pacífica de los conflictos. Para él, promover el bienestar social también significa construir paz.

“La educación es fundamental para transformar mentalidades, desarrollar el pensamiento crítico y preparar ciudadanos capaces de comprender un mundo marcado por la desinformación y la polarización. Después de conocer la estructura comunitaria de la Unesc, especialmente en el área de la salud, comprendí que promover el bienestar social también significa construir paz”, afirmó.

“La construcción de la paz depende del compromiso colectivo”

Francisco Javier Gorjón Gómez defendió que todas las áreas del conocimiento incorporen la paz como objeto de estudio. Según el investigador, médicos, ingenieros, abogados, educadores e investigadores comparten la responsabilidad de formar profesionales comprometidos con una sociedad más justa y pacífica.

“Las universidades tienen la misión de formar profesionales comprometidos con un futuro mejor. Esa responsabilidad debe involucrar a toda la comunidad académica. Conocer la Unesc ha sido un motivo de orgullo. Al visitar las clínicas y observar la atención ofrecida a la población, comprendimos que promover la salud física, mental y emocional también significa construir paz. Cada persona puede contribuir a este proceso desde su propia realidad. La construcción de la paz depende del compromiso colectivo”, destacó.

El colombiano Porfirio Bayuelo enfatizó que la cultura de paz debe construirse desde la infancia y afirmó haber quedado impresionado con la infraestructura de la Universidad y con su modelo comunitario de actuación, especialmente en las áreas de la salud y de la formación académica.

“Los estudiantes deben regresar a sus comunidades preparados para promover el desarrollo social. Cuando logran transformar sus territorios, contribuyen a la construcción de la paz y al progreso del país. Me impresionó la infraestructura de las clínicas y de los servicios de salud de la Universidad. Esto demuestra el compromiso institucional con una educación de calidad y con la atención a la comunidad”, afirmó.

Una paz que trasciende los muros de la Universidad

También presente en el encuentro, la presidenta del Directorio Central de Estudiantes (DCE), Camila Jacoby, destacó que la esencia comunitaria de la Unesc se manifiesta precisamente en su capacidad de pensar más allá de sus propios muros y mantener un diálogo permanente con la sociedad.

“Recibir representantes de diferentes países refuerza el compromiso de la Unesc con el intercambio de conocimientos y la construcción colectiva de soluciones para los desafíos contemporáneos. Esperamos que este encuentro genere aprendizajes, conexiones y nuevas alianzas en favor de la educación y de la cultura de paz”, concluyó.