Blog do Prisco
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Trabalhadores químicos querem valorização salarial

A valorização da categoria, com destaque para a elevação do piso salarial e a redução do prazo para pagamento do Programa de Participação nos Resultados (PPR), marcou a entrega do rol de reivindicações dos trabalhadores ao Sindicato das Indústrias Químicas do Sul Catarinense (Sinquisul), na manhã desta sexta-feira (24), já que as assembleias nas empresas foram concluídas nesta quinta-feira(23).

O documento foi entregue pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, Carlos de Cordes, o Dé, ao presidente da entidade patronal, Valdinei de Souza, dando início às negociações para a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos mais de 4 mil trabalhadores empregados em mais de 120 empresas do setor na região de Criciúma.

“Os pisos salariais praticados na região, via de regra, são baixos, e o da nossa categoria, pouco acima de R$ 2,1 mil, segue essa realidade. Na prática, isso significa uma diária de cerca de R$ 70, valor insuficiente para manter uma família”, pontuou Carlos de Cordes, defendendo uma elevação substancial do piso salarial.

Quanto ao PPR da categoria, o presidente do sindicato profissional lembrou que as empresas têm até seis meses para quitar o benefício e que algumas indústrias chegam a parcelar integralmente o pagamento, fazendo com que o programa perca seu verdadeiro sentido, inclusive do ponto de vista legal. “No ramo plástico evoluímos, e hoje as empresas pagam o PPR em parcela única”, destacou Dé.

O presidente do Sinquisul explicou que os empresários devem se reunir em assembleia antes do fim da primeira quinzena de agosto para avaliar o rol de reivindicações e, em seguida, agendar o início das rodadas de negociação com o sindicato dos trabalhadores. “Esperamos concluir a negociação ainda no mês da data-base, ou seja, em agosto”, finalizou De Cordes.