Joinville se despede nesta quinta-feira (8) de um de seus mais importantes representantes na arte e na cultura. O velório de Juarez Machado, que morreu na segunda-feira (6), é realizado no Teatro Juarez Machado, equipamento cultural que leva o nome do artista e que, nesta quarta, se transforma também em espaço de homenagem à sua trajetória.
No início da manhã, a prefeita de Joinville, Rejane Gambin, esteve no local acompanhada do secretário de Cultura e Turismo, Guilherme Gassenferth, e do secretário de Comunicação, Thiago Boeing.
A prefeita conversou com os familiares e prestou sua homenagem ao artista, cobrindo o caixão com a Bandeira de Joinville.
“É um sentimento de tristeza por uma pessoa que representa tanto para Joinville. Juarez levou o nome da nossa cidade para o mundo. Foi um grande artista, e nosso desejo é que ele se eternize por meio do seu Instituto, do Teatro que leva seu nome e também de obras como “A Filha da Chuva”, em uma das rótula de acesso à cidade. Queremos que quem chega a Joinville possa conhecer e reconhecer a sua obra. Juarez viverá em todos nós”, afirmou a prefeita Rejane Gambin.
Às 16h, haverá uma cerimônia religiosa conduzida pelo pastor luterano Cleo Martin, da Igreja da Paz. Na sequência, o
62º Batalhão de Infantaria de Joinville prestará uma homenagem póstuma a Juarez Machado, com a entrega da Bandeira Nacional à família e a execução do Toque de Silêncio.
A cerimônia será conduzida pelo comandante do 62º Batalhão de Infantaria, Tenente-Coronel Guilherme Esteves Modesto, que fará a entrega da Bandeira Nacional aos familiares do artista.
Na sequência, em sinal de respeito e como homenagem póstuma, o corneteiro do 62º Batalhão de Infantaria executará o Toque de Silêncio em memória de Juarez Machado.
A homenagem tem um significado especial na trajetória do artista. Juarez Machado integrou as fileiras do 62º Batalhão de Infantaria em 1960, estabelecendo também uma relação com a instituição que permanece como parte de sua história.
A despedida no Teatro Juarez Machado reúne, assim, diferentes dimensões da trajetória de um artista que construiu uma carreira marcada pela pintura, desenho, escultura, teatro e mímica, alcançando reconhecimento no Brasil e no exterior. Ela ocorre, justamente, no dia em que o teatro chega ao 25° aniversário de sua inauguração.
Em Joinville, seu legado permanece presente em espaços, obras e instituições que ajudam a preservar sua memória e aproximam novas gerações de sua produção artística. Além da instituição que leva seu nome, preserva seu legado e incentiva as artes; e do Teatro Juarez Machado, que abriga algumas das principais atrações culturais da região; sua contribuição à cidade está registrada no mural “O Grande Circo”, na fachada do Centreventos Cau Hansen; e a homenagem a ele também está presente no Centro de Educação Infantil Juarez Machado, da rede pública de ensino, no bairro Itaum.







