Blog do Prisco
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A cegueira do “campo democrático”: Lula perdendo para Lula mesmo, com ajuda de Dino e Zanin.

Antes de mais nada, não, não sou um detrator do PT ou da esquerda, muito pelo contrário, já votei muito nesse campo e não escondo como os neo-direitistas o fazem.

Mais que isso, ainda conservo muitos amigos às esquerdas.

Portanto, sinto-me legitimado e à vontade para a crítica respeitosa que passo a expor.

Até porque pertenço a menor parcela da população, os chamados eleitores pêndulos, vulgo isentões, livres de amarras ideológicas e independentes para votar em cada eleição senão no melhor, no menos pior.

Primeiramente, o PT necessita compreender que democracia não é exclusividade do campo às esquerdas, que tentou indevidamente se apropriar do termo democrático, pelo que se dizem do “campo democrático” como se fosse atributo só deles defender a democracia. Não é verdade.

Na realidade nua e crua, Lula não é mais, nem menos democrático que a direita bolsonarista. Ora, se Bolsonaro entabulou relações com a Arábia Saudita e sua ditadura, Lula se abraçou na ditadura Venezuelana até levar calote do ditador Maduro.

Se a dita “direita conservadora” teria tentado dar um golpe (e talvez muitos tenham realmente tentado…), o Ministro Alexandre de Moraes, o verdugo de Bolsonaro, teria talvez dado golpe maior associando-se a Vorcaro por meio de sua esposa (uma advogada de quinta categoria com contrato em valores lunáticos com o ex banqueiro), não?

Se a dita esquerda democrática investe em programas sociais, não foi competente com o ajuste fiscal, e a economia (sempre ela, a economia, não é das melhores, basta ir ao supermercado!).

Não custa lembrar que esquerda quase implodiu o País quando o então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) no final dos anos 90 passou a emenda constitucional da reeleição no Congresso. Ao depois, quando chegou ao Poder, nunca mais tocou no assunto. Ao contrário, resfelou-se com a reeleição de Lula (2006) e de Dilma (2014).

Se Bolsonaro deixou a desejar em seu mandato, com Lula não foi diferente.

Não se trata de mérito propriamente de Flávio, que tem lá os seus (poucos, bem verdade!), como propor o fim da reeleição (coisa que o PT outrora propunha…ou melhor, exorcizava FHC por ter possibilitado tal expediente), e se comprometer em impor mandato ao STF.

Mas, mais que isso, o gol (embora feio…mas feio é não fazer gol já dizia o poeta…) de Flávio é se comprometer em reduzir a dívida pública, ao preço de reduzir programas sociais, e que o seja, até porque segundo a maioria dos eleitores é esse o caminho até agora desenhado pelos votos de primeiro turno.

Democracia, não é mesmo?

No entanto, até agora o fator decisivo tá fora do campo dos projetos, mas consiste na penalização que a sociedade tá impondo à Lula ao assistir Dino e Zanin (Ministros indicados por Lula nesse último quadrinênio) “passando pano” para as graves denúncias que afetam o Ministro Alexandre de Moraes.

E não se trata nem de mérito, barraram as apurações, e isso o eleitor pêndulo (presente, eu aqui) não quer perdoar (falo pelo sentimento que brota nos meus, a turma dos isentões assumidos, melhor dizendo, independentes).

Em uma frase, Lula ganhou a última eleição pelos erros do Bolsonaro, e o Flávio vai ganhar essa pelos erros do Lula, notadamente pelos gols cobrra de Zanin e Dino. Um a um.

Não será nenhum fim do mundo. Em 30 (ou 32 se passar o mandato para 6 anos e vedar a reeleição) teremos outra.

Nome disso? Democracia! Que não, com todo respeito, não é exclusividade do PT ou das esquerdas, muito pelo contrário, é exclusividade de ninguém, pressupõe alternância, e me parece seja esse o clima do momento; de alternar de novo.

Viva à democracia!

*Ralf Guimarães Zimmer Júnior
Neste lugar de fala como cidadão e observador o mais isento possível dessa atual quadra histórica, aguardando seja aberto o seu pedido de impeachment, firmado ao lado de Jeferson Rocha e Leandro Maciel, em face do Ministro Alexandre de Moraes do STF, e do Procurador Geral da República, Paulo Gonet, protocolado no Senado da República, para que em contraditório ao menos se esclareçam fatos que ao que parece o STF não está muito interessado em sua maioria em esclarer, mas os eleitores em geral estão, podem apostar!