A recém eleita Senadora da República, por Santa Catarina, é cotada a assumir uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) em caso de eleição de Flávio Bolsonaro (PL) à presidência da República. Até porque foi a principal cabo eleitoral (ao lado do governador Jorginho Mello) do irmão de Flávio, Carlos (PL), também recém eleito Senador por Santa Catarina.
Sob o viés histórico, Santa Catarina se ressente de não ter tido nenhum Ministro no STF desde sua criação aos moldes da chamada redemocratização em 1988.
Teori Zacascki, Ministro que faleceu em 2017, era nascido em solo catarinense, no entanto, fez carreia pelo Estado vizinho, o Rio Grande do Sul.
Genuinamente catarinense com carreira em nosso Estado, Caroline de Toni, deve ser a primeira catarinense, Estado com nome de mulher, a envergar a toga no STF.
Legitimidade e competência não lhe faltam. Advogada. Presidiu a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) na Câmara Federal, e se o presidente Lula (PT) nomeou o Senador Flávio Dino ao STF nada impede que Flávio Bolsonaro (PL), acaso eleito presidente, nomeie Carol de Toni a uma das vagas. Pauta, aliás, que deve reunir todas as carreiras jurídicas de Santa Catarina em apoio. É o mínimo, antes de tudo por questão de representatividade de nosso Estado.
*Ralf Guimarães Zimmer Júnior.
Candidato a governador de Santa Catarina em 2026 pelo PRD.
Primeiro Defensor Público Geral de carreira em SC (2016-2018). Autor de diversos livros e artigos jurídicos. Pós-graduado em direito civil e processual civil pela ESMESC, e em gestão pública avançada pela escola de governodo Estado de Santa Catarina (ENA).







