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A deputada federal Caroline de Toni escancarou os bastidores da política catarinense

A deputada federal Caroline de Toni escancarou os bastidores da política catarinense durante entrevista concedida na manhã desta quarta-feira ao jornal da rádio Studio FM. Em tom direto, a parlamentar afirmou que está sendo pressionada a permanecer no PL para, na prática, ser impedida de disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026.

Segundo Caroline de Toni, a decisão não passa pelo governador Jorginho Mello, mas por acordos nacionais conduzidos pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, envolvendo alianças com União Brasil e Progressistas em diversos estados do país, incluindo Santa Catarina. De acordo com o relato da deputada, a composição nacional prevê concessões que impactam diretamente o cenário eleitoral catarinense.

Um dos pontos mais sensíveis revelados por Caroline de Toni envolve a vaga hoje ocupada pelo senador Esperidião Amin. Conforme a deputada, o Progressistas teria condicionado o apoio político à garantia de espaço para Amin e, como contrapartida, exigido que ela não fosse candidata ao Senado para não comprometer a viabilidade eleitoral do atual senador.

A parlamentar afirmou ainda que a estratégia seria mantê-la no PL sem espaço real para concorrer, o que, na avaliação dela, funcionaria como uma forma de travar sua candidatura. Diante desse cenário, Caroline de Toni disse que deixar o PL se tornou a única alternativa concreta para quem deseja disputar o Senado de forma competitiva em Santa Catarina.

Durante a entrevista, a deputada revelou que já recebeu convites formais de pelo menos seis partidos. Entre eles, PRTB, Avante e Podemos, com propostas que incluem não apenas filiação, mas também a presidência estadual das siglas, o que lhe daria controle de nominatas e maior poder de negociação política. Caroline de Toni também confirmou convite do Partido Novo para disputar o Senado, além de abordagens de MDB e PSD, embora tenha sinalizado resistência a essas duas legendas neste momento.

As declarações aumentam a temperatura da disputa política em Santa Catarina e expõem o peso das articulações nacionais sobre o jogo local. O episódio deve provocar reações nos bastidores do PL e entre aliados do governo estadual nos próximos dias.

Você concorda que acordos feitos em Brasília definam quem pode ou não concorrer em Santa Catarina? Esse tipo de articulação fortalece ou enfraquece a democracia dentro dos partidos?

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