Coluna do dia

À mercê

Bandidos da pior espécie encalacrados em todas as esferas de poder. Marginais prontos a matar por qualquer trocado, tomando conta das ruas e metralhando estruturas policiais como aconteceu em várias regiões da Capital na noite de terça e madrugada desta quarta-feira. Sim, caro leitor, eu e você estamos cercados. E à mercê. Não se vislumbra, no curto prazo, qualquer solução mais efetiva. E não adianta falar de partido A, B ou C. Todos “contribuíram” para chegarmos a este ponto absurdo, mediante incompetência, leniência, corrupção, politicagem, apadrinhamentos e inversão de prioridades e de “direitos”, com formação de castas de privilegiados, servidores intocáveis e que só fazem acumular privilégios ao longo das carreiras, pilhando, literalmente, a bolsa da viúva, enquanto faltam recursos, e os que existem são mal aplicados, para áreas prioritárias.

A carga tributária e a falta de contrapartidas do poder público estão sufocando quem produz e trabalha. No ponto em que estamos, a simples passagem de uma persona non grata para os bandidos pode deflagrar a onda de violência e intimidação como jamais se viu em Florianópolis. Nos bastidores do meio policial, a informação é a de que a passagem do policial Rodrigo Pimentel, do Bope, que inspirou o personagem Capitão Nascimento, por Florianópolis na terça-feira, motivou a reação da bandidagem periférica.

 

Guru

Pimentel reuniu-se com policiais da Capital e teria incentivado o endurecimento no combate à criminalidade, principalmente ao tráfico de drogas. Seria cômico se não fosse tão tráfico!

 

Nota única

A questão das polícias (suas estruturas, vaidades, brigas e posições) é só um aspecto da violência que toma conta das ruas. Achar que só contratando mais policiais resolve alguma coisa é burrice. O problema passa pela Educação, Saúde, infraestrutura, geração de emprego e, claro, vergonha na cara. Tanto de autoridades como de cidadãos, onde há uma parcela que só sabe choramingar por bolsa isso, bolsa aquilo, que, no fundo não passa de bolsa-voto. Direitos só fazem sentido se estiverem acompanhados de deveres bem definidos, algo básico que se perde no meio da politicagem e dos discursos fáceis.

 

Drogas

Polícia culpa o consumo de drogas pela violência que assola Florianópolis. Faz sentido, mas também não é só isso. Este é um aspecto importante, mas se as drogas fossem extintas, os marginais também seriam? Obviamente que não. Encontrariam outra coisa para traficar. O que precisa mudar, de fato, são as relações entre Estado e pagadores de imposto em sentido amplo, geral e irrestrito.

 

Recuo estratégico

Ao adiar o depoimento de Lula da Silva do dia 3 de maio para o dia 10, o juiz Sérgio Moro descolou o evento da proximidade que iria ter com as manifestações esquerdistas desta sexta-feira e as movimentações do Dia do Trabalho. A ideia dos baderneiros insuflados pelo ex-metalúrgico era usar as outras datas em Curitiba e já começar a intimidação na própria sexta-feira.

 

Injeção

Prefeito de Jaraguá do Sul, Antídio Lunelli, falou aos deputados peemedebistas, durante reunião semanal da bancada, sobre as dificuldades administrativas que vem enfrentando e do planejamento que está em curso para reverter o quadro de queda de arrecadação e aumento de demandas nesse início de gestão. Empresário que ingressou na política, Antídio trabalha para ampliar a produtividade no serviço público.

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