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A polarização nacional reflete em SC

Ontem à noite, Ronaldo Caiado, governador de Goiás e presidenciável, anunciou sua filiação ao PSD de Gilberto Kassab. É o fato novo no cenário nacional. O movimento indica claramente que o partido se articula para lançar candidato a presidente. Seria uma alternativa no chamado centro do espectro político, mas que não deve mudar o cenário de segundo turno no contexto federal (direita X esquerda).

E em Santa Catarina, como fica o cenário? Cristalizada a direita nas mãos de Jorginho Mello, com os presidenciáveis Flávio Bolsonaro (seu correligionário do PL) ou  com Tarcísio do Republicanos (e provavelmente Romeu Zema de vice, do NOVO, mesmo partido de Adriano Silva); e a esquerda com Gelson Merisio, resta agora definir quem comandará o projeto dos partidos de centro no estado (sobretudo o próprio PSD, MDB e a federação União Progressista). Vão realmente estar juntos?

De qualquer forma, a missão muito difícil para quem for para o sacrifício. Por ora, o nome colocado é o do prefeito de Chapecó, João Rodrigues, que então encarnaria esse perfil de candidatura de centro.  O segundo turno federal é direita contra Lula.  Em Santa Catarina a direita não deve baixar de 55%. E registre-se que o centro não terá candidato forte nem no primeiro turno para a Presidência.

 

ESTRUTURA FEDERAL

 

Merisio deve fazer a roça nos votos da esquerda, até porque virá com a estrutura do governo federal.

Jorginho se agarrou na direita e Merisio na esquerda. Onde se encaixarão os outros? A polarização nacional, já estabelecida, vai se repetir em SC? A tendência é essa pelos recentes sinais e movimentos políticos.

João Rodrigues passou os últimos anos tentando ser mais bolsonarista que os filhos do Bolsonaro e o próprio PL. Agora vai fazer campanha contra o filho 01 Jair Bolsonaro?

O eleitor, sempre é bom lembrar, não perdoa mais a incoerência de projeto estadual em relação ao federal. Já é assim desde 2018.

A fragmentação das siglas estaduais num Estado eminentemente bolsonarista pode, inclusive, representar uma debandada na janela de março, quando deputados podem trocar de partido sem risco de perderem os mandatos.

Resumindo, vai ser lá ou cá. Flávio Bolsonaro/Tarcísio de Freitas ou Lula. Jorginho ou Merísio. É esse o espírito do País e de Santa Catarina. Como ficarão as candidaturas do PSD, federal e estadual, frente a essa realidade?

Lembrando que em 2022, o segundo turno foi entre o PT e o PL, ou seja, entre a esquerda e a direita!

arte>Instituto Methodus, divulgação 

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