O presidente da FIESC, Gilberto Seleme, lembra que a queda nas vendas para os Estados Unidos pode ser justificada pelo tarifaço, que foi anunciado pelo governo Trump em abril do ano passado. Ele ressalta, no entanto, que no último dia 20 essas tarifas foram derrubadas pela Suprema Corte dos EUA, abrindo a possibilidade de recuperação nas vendas para o país.

O ranking dos seis principais destinos dos produtos catarinenses teve ainda outras duas inversões de posições nos dois primeiros meses do ano. A Argentina caiu do terceiro para o quarto lugar, ao comprar 24,3% a menos (US$ 108 milhões) e ser ultrapassada pelo Japão, que cresceu 22,9%, para US$ 131 milhões. O Chile, que ocupava a quinta posição, caiu 3,7% e foi ultrapassado pelo México, que comprou 24% a mais e subiu uma posição.

Desempenho por produtos
Dos cinco principais produtos da pauta de exportação catarinense, apenas a carne de aves teve desempenho positivo, crescendo 13% e mantendo a liderança com US$ 426,6 milhões. Já a carne suína, com recuo de 1,6%, os motores elétricos, com -3,9%, a madeira serrada (-2,4%) e as partes de motor (-22,1%) contribuíram para a redução nos embarques totais.
O recuo no embarques foi suavizado por aumentos registrados nos produtos que ocupam da sexta à nona posição. Tiveram desempenho positivo o tabaco não manufaturado (4,8%), o papel Kraft não revestido (21,7%), os transformadores elétricos (44,6%) e as outras preparações e conservas de carnes e miudezas (30,7%).

Importações
As importações registraram recuo no primeiro bimestre, caindo 5,2% na comparação com o mesmo período de 2025, para US$ 5,7 bilhões. Dos 10 principais produtos, as principais variações percentuais foram registradas nos semicondutores, que caíram 47,1%, e no alumínio em formas brutas, que subiu 62,9%. As importações de veículos cresceram 117,5% no primeiro bimestre, na 11ª colocação.