Manifestação ocorreu nesta terça-feira (17), no Plenário do Senado Federal
O senador Esperidião Amin voltou a desabafar e fazer duras críticas ao Inquérito 4.781 – das fake News – que completou nesta semana, 7 anos de existência. Instaurado em março de 2019, pelo então presidente da corte, o ministro Dias Toffoli, de ofício e sem sorteio da relatoria —que foi dada ao ministro Alexandre de Moraes—, a investigação foi criticada desde o início.
– O inquérito das fake News completa sete anos. Sete anos de tirania, de inquisição, de intimidação, de blindagem, especialmente, de integrantes do Supremo Tribunal Federal. Isso é um deboche contra o estado democrático de direito. Esses sete anos são sete anos de vergonha, sete anos de despotismo. Só o impeachment de um ministro vai poder segurar isso já que a auto contenção não funcionou, não tem mais lugar pra isso, não existe mais essas excelsas criaturas que não podem ser criticadas. É democracia. Ninguém pode estar acima da lei. O Supremo não pode se imaginar um ente político que veio de Marte e está acima dos terráqueos. O que não tem cabimento é ficar o ministro lá: se falar contra mim eu boto no inquérito das fake News. Fica lá no sigilo. Ele investiga, e ele julga!? Presta atenção: a vítima é o investigador e o juiz. Com muito mau humor nós devemos celebrar com a certeza de que não estamos vivendo na democracia plena. Sete anos de inquérito 4781 que nasceu para blindar ministros e supostamente seus familiares no Supremo Tribunal Federal, e está aí, gargalhando, debochando da constituição há sete anos. Que Deus nos ajude, que nos dê paciência, mas acima de tudo, força para derrubar esse bezerro de ouro, esse falso Deus, essa divindade que brotou do inferno que é o inquérito 4781 – desabafou e criticou Esperidião Amin.
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado






