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Carlos Humberto põe os pingos nos is: Juliana no PL é conversa para Jorginho conduzir

O coro de “Vem para o PL, prefeita!”, ouvido durante a comemoração pela reeleição de Carlos Humberto, em Balneário Camboriú, colocou novamente em discussão uma possível filiação de Juliana Pavan, hoje no PSD. Mas o deputado estadual e presidente do PL no município estabelece dois pontos: essa conversa deve esperar o encerramento do segundo turno e, necessariamente, passar pelo governador Jorginho Mello.

Reeleito deputado estadual por Santa Catarina com 55.486 votos, equivalentes a 1,29% dos votos válidos no estado nas Eleições 2026, Carlos Humberto entende que as urnas estabeleceram um novo cenário.

“Antes era uma coisa, agora é outra, mudou todos os patamares”, afirma.

A declaração é o centro da questão. O deputado confirma que havia convidado Juliana antes da eleição e ressalta que mantém uma ótima relação com a prefeita. Mas entende que o resultado das urnas mudou a dimensão do partido e reforçou a autoridade de quem o comanda em Santa Catarina.

“O partido ficou muito grande e o presidente do partido, o governador Jorginho Mello, provou mais uma vez a sua liderança. Portanto, essa discussão tem que passar pelo governador”, sustenta.

O recado é claro: o convite anterior precisa ser compreendido à luz de um novo cenário político. Na avaliação de Carlos Humberto, é necessário respeitar o que as urnas disseram e reconhecer a liderança de Jorginho na condução dos próximos movimentos do PL.

Há também uma questão de prioridade. A eleição presidencial ainda está em andamento, e o deputado considera inadequado antecipar uma discussão sobre filiação enquanto o partido está mobilizado para o segundo turno.

Primeiro, concluir a eleição. Depois, discutir os próximos passos sob o comando do governador.

A aproximação de Juliana com lideranças do PL é visível. A prefeita esteve ao lado de Carlos Humberto durante a campanha e declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno. Isso, contudo, não equivale a uma filiação acertada. Tampouco o entusiasmo de alguns apoiadores substitui uma decisão partidária.

As resistências existentes em setores do PL fazem parte desse contexto, mas Carlos Humberto desloca o eixo da discussão: antes de especular sobre quem aceita ou rejeita a chegada da prefeita, é preciso definir o momento e reconhecer quem deve conduzir a conversa.

“São decisões dele que serão lideradas por ele”, diz, referindo-se a Jorginho.

Carlos Humberto preserva a relação com Juliana, reconhece o convite que fez e deixa a eventual mudança partidária condicionada a uma discussão mais ampla. Sua posição é de deferência ao governador e de reconhecimento do peso político que ele conquistou.

O convite saiu da plateia. A condução política, na posição de Carlos Humberto, cabe a Jorginho Mello.

 

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