A cobrança sobre a ideologia na Universidade Federal é providencial.
A deputada federal Caroline De Toni voltou ao debate público com uma pauta que a classe política evita: a ideologia dentro da Universidade Federal. Colocou o dedo exatamente onde dói — e é por isso que incomoda tanto.
O questionamento dela é pertinente, é procedente, faz todo sentido.
Ninguém está falando em calar professor. O que está em jogo é outra coisa: a sala de aula virando comitê, o dinheiro público financiando militância, o jovem que entra para se formar e sai formatado. Doutrinar não é ensinar — é o contrário de ensinar. Uma coisa forma cidadão, a outra fabrica massa de manobra.
Universidade tem que ter política pública em educação. Currículo, evasão, produção científica, resultado. Não política partidária ideológica.
Autonomia universitária é liberdade acadêmica, não é imunidade contra prestação de contas. Quem vive de recurso público responde a quem paga a conta.


