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Clésio Salvaro reúne equipe técnica e comerciantes para celebrar fim dos alagamentos no Centro de Criciúma

Encontro no calçadão relembrou os bastidores, os desafios de engenharia e a união com o comércio durante as obras do Canal Auxiliar do Rio Criciúma

Em ritmo de nostalgia e resgate histórico, o ex-prefeito de Criciúma e candidato a deputado estadual, Clésio Salvaro, promoveu um encontro especial no coração da cidade. No calçadão, ele reuniu comerciantes, lideranças locais e profissionais que integraram, direta e indiretamente, a equipe responsável pela implantação do Canal Auxiliar do Rio Criciúma.

A reunião serviu para relembrar os bastidores e o impacto de uma das intervenções urbanas mais complexas da história do município. O projeto de macrodrenagem, inaugurado em 2012, transformou a infraestrutura local ao cortar a região central com escavações profundas e colocar um ponto final nos recorrentes prejuízos causados pelas cheias.

Memórias e superação

Durante a conversa, os lojistas lembraram a angústia constante provocada pelas chuvas torrenciais, que antes cobriam veículos e invadiam vitrines. O cenário anterior à obra, quando era comum o uso de comportas e tampões nas portas dos estabelecimentos para conter a água, ainda pode ser testemunhado pelas marcas antigas preservadas nas paredes de algumas lojas da região.

“Pensa o que era o comércio ter prejuízo em cima de prejuízo. Era uma tristeza ver os carros com água pelo teto. O legado deixado para o comércio, para o centro da cidade e para os bairros não tem preço”, afirmou o comerciante Zalmir Casagrande.

Apesar dos transtornos inevitáveis gerados pelas obras que rasgaram o centro, a intervenção contou com o apoio maciço da classe empresarial e de entidades representativas, com papel fundamental da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Criciúma.

Parceria e coragem na engenharia

“O prefeito sozinho não teria conseguido. Se não fosse a compreensão de entidades como a CDL e dos nossos comerciantes, certamente não teríamos tirado essa obra do papel. É uma intervenção que ficou sob a terra, invisível aos olhos no dia a dia, mas que garante a segurança e o futuro do centro da nossa cidade para as próximas gerações”, destacou Salvaro.

Outro participante do bate-papo chamou a atenção pela ousadia técnica e política exigida para intervir no coração da cidade com escavações profundas e galerias subterrâneas. Trata-se de uma estrutura que, mesmo com as fortes chuvas registradas e previstas nas últimas semanas, suportou com eficiência o acúmulo das águas pluviais, demonstrando que Criciúma está preparada contra enchentes.

“Você desce ali, vê o canal funcionando e bota fé na engenharia. Todo o esforço valeu a pena. Tem obra de pavimentação, e tem obra de coragem: de botar o dedo no sistema nervoso do município, no problema, e resolver. Isso aí é uma obra emblemática”, destacou o engenheiro Jori Ramos Pereira.

Além das galerias de concreto subterrâneas que compõem o Canal Auxiliar, os participantes lembraram as ações contínuas de desassoreamento dos rios do município, fundamentais para completar o sistema de drenagem.

Para os presentes, o resultado consolidou o projeto como um divisor de águas e um marco na engenharia pública catarinense, assegurando estabilidade econômica, valorização comercial e tranquilidade definitiva para toda a população de Criciúma.

Uma obra subterrânea que mudou o rumo de Criciúma

Considerada o maior projeto de macrodrenagem urbana da história do município, a construção do Canal Auxiliar do Rio Criciúma teve sua primeira e mais emblemática etapa executada entre 2010 e 2011. A entrega oficial ocorreu em 6 de janeiro de 2012, no aniversário de 132 anos da cidade, marcando o fim definitivo das enchentes catastróficas que por décadas paralisaram o calçadão e o comércio central a cada temporal.

A intervenção exigiu a abertura de valas profundas no coração da cidade para o assentamento de galerias subterrâneas de concreto armado. Projetado para atuar como um leito paralelo de vazão rápida, o sistema absorve picos intensos de chuva e desvia as águas pluviais antes que o leito original transborde.

A estrutura foi posteriormente expandida em etapas complementares, consolidando uma rede de drenagem que hoje protege a área central e os bairros conectados à bacia do Rio Criciúma.

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