O presidente da Câmara de Florianópolis, João Cobalchini (MDB), cancelou a eleição da Mesa Diretora a menos de 24 horas da votação. O recuo sinaliza dificuldade para garantir a vitória de seu candidato à sucessão, o vereador Claudinei Marques.
Nos bastidores, o movimento da esquerda embaralhou a disputa. Embalado pela vitória de Lula no segundo turno, o bloco decidiu articular uma chapa independente, retirando da conta de Cobalchini votos de que seu grupo dependia para vencer.
A articulação esvazia a candidatura de Claudinei e deixa mais isolado o núcleo formado por ele, Cobalchini e Rafael de Lima, o Rafinha. Quem se movimentava para comandar a sucessão agora precisa recompor os apoios para evitar uma derrota.
Politicamente, cancelar na véspera uma eleição que o próprio presidente marcou transmite fraqueza e dá força à leitura de que a maioria anunciada não estava assegurada.
Cobalchini ganha tempo no calendário, mas paga um preço político: a suspensão adia a votação e expõe a fragilidade de sua articulação.


