Coluna do dia

Décio lá, Jorginho aqui

Décio lá, Jorginho aqui

Na próxima segunda feira, o petista catarinense Décio Lima estará sendo eleito pelo Conselho Deliberativo do Sebrae Nacional como novo presidente para um mandato de praticamente quatro anos. Não resta a menor dúvida que é uma posição da maior visibilidade, talvez com mais capilaridade e mais força do que muitos ministérios.
No primeiro dia de despacho no Palácio do Planalto, quando ofereceu o primeiro almoço como anfitrião, Lula da Silva recebeu quem? O casal Décio e Ana Paula Lima, ela deputada federal. Vejam só a distinção.
Décio Lima preside o PT catarinense, mas como vai estar muito fora do estado, talvez até possa abrir mão da proa partidária. Sinaliza, no entanto, que tem pretensões de nova candidatura ao governo em 2026.
Até porque, pela primeira vez na história, a esquerda, o PT chegou ao segundo turno de um pleito majoritário estadual. Resultado que não se deveu exclusivamente ao apoio que o catarinense recebeu de Lula da Silva. A proeza foi alcançada também devido à pulverização de muitas candidaturas de centro. Mas o fato é que Décio chegou ao segundo turno. Ponto.

Repeteco

É um contexto que começa a apontar para novo embate entre Décio e Jorginho, considerando a corrida sucessória a ser registrada daqui a três anos e meio.

Mão firme

O governador até hoje não largou a presidência do PL catarinense e não pretende transferir a ninguém o comando da legenda. Correligionários em posição de destaque é o que não faltam, aliás.

Numerata

O PL elegeu seis federais, 11 estaduais, um senador e tem a vice-governadora. O leque é grande. Astuto, o governador, contudo, continua atento e deverá seguir à frente do PL Barriga-Verde até para pavimentar, à sua maneira, a recandidatura ao governo do estado em 2026.

Ainda é cedo

Talvez outros candidatos que já disputaram as eleições no ano passado possam estar novamente no páreo. Carlos Moisés tem falado nisso. Com todo o respeito, não se vê nenhuma perspectiva eleitoral para ele a bordo de nova candidatura ao governo daqui a quatro anos.

Encruada

À frente da máquina e com o poder nas mãos, Moisés nem ao segundo turno foi no ano passado.

Militar

Imagina agora que ele está longe do poder e sem saber fazer política, com aquele seu estilo de coronel. Obviamente que é um direito que ele tem de pleitear, mas parece muito mais um sonho do que um projeto viável.

Longe dos holofotes

E quanto a Gean Loureiro? Ele chegará em 2026 completando quatro anos na sombra, no sereno. Será que terá alguma condição de se candidatar novamente?

Gasômetro

Esperidião Amin terá praticamente 80 anos no próximo embate. É pouco provável que venha a ser candidato novamente. Por outro lado, não temos grandes alternativas de nomes.

Norte

A coluna ressalva o que já vem escrevendo. Adriano Silva pode surgir bem no cenário estadual uma vez reeleito prefeito da maior cidade do estado, que é Joinville. Mesmo fazendo uma administração de lustro e muito bem aceita pelos joinvilenses, ele não terá vida fácil do ponto de vista partidário. Poderá ter contra si uma frente de partidos relevantes, apoiados pelo governador Jorginho Mello.

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