Flávio Bolsonaro denunciou uma ameaça atribuída a um chefe do Comando Vermelho contra moradores que votaram no 22: “Primeira operação, a sua casa é alvo de bala perdida”.
A bala tem endereço, alvo e motivação eleitoral. “Perdida” é o deboche. É o tráfico tentando transformar o voto em sentença de morte.
Flávio defende classificar PCC e CV como organizações terroristas. O governo Lula invoca preocupações com a soberania. Pois que comece a defendê-la dentro de casa: onde o traficante governa pelo fuzil, o Estado já perdeu espaço.
A esquerda não tem escritura da democracia. Quem se apresenta como seu guardião precisa defender também a liberdade de quem vota na direita. A ameaça não fica menos criminosa porque o alvo escolheu o 22.
O trabalhador precisa de proteção, polícia com respaldo e inteligência para sufocar o dinheiro das facções. Lula precisa responder com resultados. A gravidade do problema não admite complacência nem cálculo eleitoral.
Democracia exige enfrentar quem mantém o cidadão sob a mira de uma arma. E nenhum discurso serve de colete à prova de balas.


