Momento sui generis na política catarinense. Três partidos tradicionais estão literalmente rachados.
Estamos falando de MDB, PSD e PP, três legendas que já governaram o estado em mais de uma oportunidade.
E os rachas escancaram não só o momento de fragilidade das siglas, mas, refletem, ainda, a força do governador Jorginho Mello.
Na calada da noite, que não é seu estilo, Esperidião Amin articulou, via Ciro Nogueira, presidente nacional do PP, a destituição de seu amigo de muitas décadas, Leodegar Tiscoski, da presidência estadual dos progressistas. O senador passa a responder pelo comando do PP Santa Catarina.
Tiscoski foi secretário de Transportes de Amin no seu segundo mandato. Esperidião também bateu de frente com outros parceiros históricos, como Aldo Rosa e Silvio Dreveck.
No CNPJ, transparece que os três partidos querem estar juntos no pleito deste ano. Mas nenhum estará inteiro se isso concretizar.
Lideranças emedebistas, progressistas e pessedistas estarão na campanha de Jorginho Mello.
Já tem progressista graduado avaliando que a manobra do senador vai colocar uma pá-de-cal no PP-SC. A tendência é por uma grande debandada de lideranças para legendas sob o arco de influências do governador. Além do próprio PL, há o Republicanos, o Podemos e o PRD.
E uma questão de sobrevivência eleitoral.
TENDÊNCIA DE DERROTA ACACHAPANTE
Mesmo que estejam unidos para a campanha deste ano, o trio de partidos tende a sofrer uma derrota histórica em outubro.
Tudo indica que perderão, por boa margem, para o projeto da esquerda, a ser encabeçado por Gelson Merisio.
Claramente ocorre uma reacomodação dentro das tradicionais siglas políticas, levando duas figuras históricas como Jorge Bornhausen e Esperidião Amin a apelaram para medidas extemporâneas, radicais e absolutamente fora de contexto.
Sinais claros que a dupla não consegue calçar as necessárias sandálias da humildade e querem seguir dando as cartas.
foto> Jeferson Rudy, AG. Senado






