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Evento na Alesc debate oportunidades de negócios entre Brasil e Paraguai

Encontro promovido pela Câmara de Comércio Brasil–Paraguai apresentou oportunidades de exportação, integração produtiva e expansão de empresas catarinenses no país vizinho.

FOTO: Daniel Conzi / Agência Alesc

Debate sobre relações comerciais entre Brasil e Paraguai

O fortalecimento das relações comerciais, institucionais e culturais entre Brasil e Paraguai motivou o encontro promovido pela Câmara de Comércio Brasil–Paraguai na tarde desta quinta-feira (12), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). O encontro foi proposto pelo deputado Rodrigo Minotto (PDT).

A iniciativa reuniu empresários, representantes de escritórios de advocacia e profissionais da área de comércio exterior para apresentar atividades, projetos e oportunidades voltadas à ampliação do intercâmbio econômico entre os dois países.

Integração produtiva e oportunidades de investimento

A expansão das exportações brasileiras para o Paraguai tem sido impulsionada por acordos no âmbito do Mercosul e pela Lei de Maquila, legislação paraguaia de incentivo a investimentos estrangeiros. O modelo tem atraído indústrias brasileiras de setores como têxtil, calçadista e de autopeças, oferecendo benefícios como incentivos fiscais e redução de custos de produção que podem chegar a até 40%.

Para o presidente da Câmara de Comércio Brasil–Paraguai, Roger Maciel de Oliveira, as principais oportunidades comerciais entre os dois países estão relacionadas à integração produtiva, à logística estratégica e às vantagens operacionais para as empresas.

Segundo ele, o crescimento das trocas comerciais dentro do Mercosul demonstra uma mudança importante na dinâmica econômica regional.

“O recorde histórico nas trocas comerciais com o Mercosul não é apenas um dado estatístico; é um sinal claro de onde o capital está buscando eficiência. No epicentro dessa movimentação, o Paraguai deixou de ser uma opção para se tornar um hub estratégico para a indústria e para serviços de alta performance”, afirmou.

Oliveira destacou ainda que a internacionalização das empresas exige planejamento e conhecimento das oportunidades disponíveis.

“Internacionalizar não é apenas cruzar a fronteira, mas compreender a arbitragem tributária e logística que o Paraguai oferece, com segurança jurídica. Ignorar essa rota em 2026 é abrir mão de margens que os concorrentes já aprenderam a capturar”, completou.

Integração regional e apoio à exportação

O evento já havia sido realizado no mês passado no Rio Grande do Sul e deverá ocorrer também no Paraná nas próximas semanas.

Atualmente, o Brasil é um dos principais parceiros comerciais do Paraguai, com perspectivas de ampliação do fluxo de negócios nos próximos anos.

A programação na Alesc também contou com a participação de representantes da ApexBrasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), que apresentaram ferramentas e programas de apoio para empresas interessadas em iniciar ou ampliar exportações.

De acordo com o representante da ApexBrasil para a Região Sul, Igor Isquierdo Celeste, as exportações brasileiras para o Paraguai alcançaram cerca de R$ 4 bilhões.

“O desafio agora é ampliar a participação das micro e pequenas empresas, que hoje representam cerca de 40% das companhias exportadoras brasileiras”, avaliou, destacando que o país vizinho se apresenta como um mercado promissor para novos negócios.

Santa Catarina amplia presença no mercado paraguaio

O Paraguai também tem se consolidado como destino estratégico para empresas catarinenses, atraídas por vantagens competitivas que favorecem tanto a exportação quanto a instalação de unidades produtivas no país.

Dados recentes indicam que o Paraguai registrou crescimento de 4,6% nas compras de produtos de Santa Catarina entre 2025 e 2026. Entre os itens exportados pelo estado destacam-se embalagens, materiais plásticos e componentes elétricos.

Outro fator que tem impulsionado a presença catarinense no país vizinho é a Lei de Maquila, que já levou mais de 30 empresas do estado a expandirem suas operações para o território paraguaio.

O regime permite custos de produção até 30% menores, cobrança de imposto de apenas 1% sobre o valor final da exportação e isenção na importação de máquinas e matérias-primas.

Entre os setores em expansão está o têxtil, com empresas que passaram a operar no Paraguai para ampliar competitividade no mercado internacional.

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) também tem incentivado o fortalecimento das relações comerciais entre o estado e o país vizinho, destacando a importância da integração produtiva regional para ampliar a competitividade da indústria.


Perguntas Frequentes

Qual foi o objetivo do evento realizado na Alesc?

Debater oportunidades de negócios e fortalecer as relações comerciais entre Brasil e Paraguai.

O que é a Lei de Maquila?

É uma legislação paraguaia que incentiva investimentos estrangeiros com benefícios fiscais e redução de custos de produção.

Quais setores brasileiros têm investido no Paraguai?

Entre os principais setores estão o têxtil, calçadista e de autopeças.

Qual é o volume de exportações brasileiras para o Paraguai?

As exportações brasileiras para o país vizinho alcançaram cerca de R$ 4 bilhões.

Qual é a importância do Paraguai para empresas catarinenses?

O país tem se consolidado como destino estratégico para exportações e instalação de unidades produtivas.


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