A discussão sobre a locação por temporada precisa avançar para além do debate tributário e passar a considerar como diferentes modelos de acomodação podem contribuir juntos para a competitividade dos destinos turísticos. A avaliação é do presidente do Destino Floripa & Região, Rubens Régis, feita durante painel realizado nesta terça-feira (28), em Florianópolis.
Segundo Régis, a reforma tributária representou um avanço ao estabelecer maior isonomia tributária entre a hotelaria convencional e a locação por temporada. “Toda inovação disruptiva gera debates”, afirmou, ao comparar a chegada das plataformas digitais a transformações já vividas pelo turismo, como os cruzeiros marítimos e os aplicativos de transporte.
O dirigente destacou que Florianópolis conta atualmente com cerca de 12 mil quartos de hotel e aproximadamente 31 mil acomodações disponíveis em plataformas de locação por temporada, distribuídas por diferentes regiões da ilha.
“As duas modalidades compõem uma oferta complementar de acomodação, capaz de atender diferentes perfis e momentos de demanda. O desafio, portanto, é promover uma convivência equilibrada entre esses modelos, incorporando as inovações trazidas pelas plataformas digitais e contribuindo para a competitividade dos destinos turísticos”, afirmou.
Rubens Régis, presidente do Destino Floripa & Região, durante o 10º UNECongresso, que reuniu lideranças do turismo para discutir estratégias de fortalecimento da competitividade dos destinos (Imagem: Unedestinos).


