Coluna do dia

Magistrado de SC peitou o Planalto

Magistrado de SC peitou o Planalto

A certa altura do acordo de delação premiada do senador Delcídio Amaral, ex-líder do governo, ele cita dois magistrados catarinenses. De acordo com o petista, como eram sistemáticas as investidas do ex-ministro José Eduardo Cardozo para interferir na Lava Jato, e diante da irredutibilidade do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandoswky, de tomar posição política no caso; o ministro convocado para o Superior Tribunal de Justiça (STJ), Newton Trisotto (desembargador em Santa Catarina) foi procurado por Cardozo. Que pediu ao catarinense para votar pela libertação de Marcelo Odebrecht e Otavio Azevedo. Em troca, Dilma Rousseff, segundo a delação de Delcídio, nomearia o então presidente do TJSC, Nelson Schaefer Martins, para uma vaga no STJ.

Obviamente que Newton Trisotto não aceitou a espúria proposta. Em outubro do ano passado, ele deixou o STJ e voltou ao Estado. E Nelson Martins não foi nomeado para o STJ. Importante ressaltar que a delação de Delcídio do Amaral ainda não foi homologada pelo STF. Os dois magistrados catarinenses negaram procedência à revelação do petista.

 

 

 

 

 

 

 

Jorge Mussi

Vale registrar também que toda a lama jogada por Delcídio no ventilador não respingou em outros catarinenses que atuam no STJ, notadamente no ministro Jorge Mussi. Ele é hoje um dos três integrantes do STJ mais influentes, bem relacionados e atuantes. E está imune a toda essa situação.

 

 

 

 

 

 

Reação ditatorial

Estridente e absolutamente desprovida de explicações à reação de Lula da Silva e seus asseclas à condução coercitiva da sexta-feira. Além de palavrões e palavras de ordem, o ex-mito, ao seu melhor estilo “vítima da sociedade”, assegurou que se quisessem ouvi-lo, era só chamar. Mais uma das tantas mentiras. Somente em São Paulo, ele conseguiu protelar, pela via judicial, duas vezes o seu depoimento e o da ex-primeira-dama, Marisa.

 

 

 

 

Sem comentários

A deputada comunista Jandira Feghalli quis fazer uma média com Lula e seus seguidores no facebook, gravando um vídeo do momento onde o ex-manda-chuva falava ao telefone com Dilma. De saída, o criador do PT manda “enfiarem no c… esses processos.” Se tiro no pé matasse! O vídeo rodou nas redes sociais.

 

 

 

 

 

 

Caserna em alerta

Generais, almirantes e brigadeiros estão em alerta máximo. Além de trocarem informações constantemente entre si, eles dispararam, na sexta-feira, telefonemas a governadores, ministros e líderes partidários. As Forças Armadas deixaram claro que estão prontas para irem às ruas para garantir a ordem e o estado de direito

 

 

 

 

 

 

 

 

Calibrando

A condução coercitiva de Lula da Silva deve ser só o começo. Para criar o clima, preparar o terreno. Ponderado, técnico e minucioso, o juiz Sérgio Moro dificilmente ordenaria a operação se não estivesse de farta munição contra o ex-presidente.

 

 

 

 

 

 

Deboche

Lula, Dilma, Rui Falcão e companhia afrontaram o Judiciário, a Polícia e o Ministério Público Federal com suas atitudes entre sexta e sábado. Sem dar explicações, só falaram em ruas e guerra. Não estão nem aí para as instituições.

 

 

 

 

Ação e reação

Observadores mais atentos já perceberam que a delação premiada de Delcídio do Amaral, o homem-bomba da roubalheira da vez, vazou um dia após Lula forçar a troca do ministro da Justiça, que é o superior hierárquico da Polícia Federal.

 

 

Sair da versão mobile