Coluna do dia

Merísio e PMDB mais próximos

Merísio e PMDB mais próximos

O clima entre o presidente da Assembleia de Santa Catarina, deputado Gelson Merísio (PSD), e o vice, deputado Aldo Schneider (PMDB), é de sintonia fina. A boa relação entre os dois já traz reflexos para a imagem do pessedista junto aos outros 10 deputados do PMDB na Alesc.

Praticamente em todo o ano de 2015, Merísio e a turma do Manda Brasa andaram às turras na Casa. Principalmente pela movimentação de bastidores do presidente para fortalecer o seu partido, de olho em uma vaga majoritária em 2018.

A postura de Merísio levou os peemedebistas a enxergarem nele um inimigo, o que, na verdade, é uma visão equivocada e que começa a se dissipar.

 

 

Neutralizar Amin

O posicionamento do pessedista vem, na verdade, ajudando o PMDB na medida em que impede um crescimento maior do ex-governador Esperidião Amin, do PP. Estes sim, Amin e seu partido, são os verdadeiros e históricos inimigos do PMDB. Já é voz-comum a percepção de que se não fosse o trabalho de Gelson Merísio, Esperidião Amin já estaria disparando como favorito ao pleito de 2018. Ou seja, a ação do presidente da Assembleia ajudou a neutralizar o fortalecimento do progressista.

 

 

Beneficiado

A possível candidatura do deputado federal Décio Lima em Itajaí – o maior PIB do Estado – pode, no fim das contas, acabar favorecendo o projeto eleitoral de Paulo Bornhausen, presidente estadual do PSB.

Esta semana, o parlamentar petista anunciou a transferência do domicílio para a cidade portuária.

 

 

Cabo elietoral

O prefeito Jandir Bellini (PP) não pode mais disputar a reeleição e, na condição de grande liderança política itajaiense dos últimos 30 anos, deve apoiar a candidatura de Bornhausen, caso este venha mesmo a disputar o pleito de 2016. A exemplo de Décio, o pessebista também transferiu o título para Itajaí.

 

 

Espaço

A chegada do deputado petista – que nasceu na cidade litorânea, mas fez carreira política em Blumenau – foi facilitada pela saída do ex-deputado Volnei Morastoni do PT. Filiado ao PMDB, Morastoni, que também já foi prefeito da cidade, é nome certo para o pleito do ano que vem.

 

 

Mesma faixa

Ocorre que, além de correligionários até ontem, Volnei e Décio disputam a mesma faixa do eleitorado. E são amigos. Quando deixou a prefeitura de Blumenau, no começo dos anos 2000, Décio Lima assumiu a superintendência do Porto de Itajaí. Morastoni era o prefeito. Com os dois disputando os mesmos votos, o caminho pode tornar-se mais suave para Paulo Bornhausen.

 

 

Terceira idade

A ação firme do Ministério Público proporcionou crescimento substancial do número de conselhos do idoso ativos no Estado. Eles eram 87 e saltaram para 237 em apenas dois anos.

 

 

PMDB comanda

Isolada e completamente perdida, Dilma Rousseff está entregando sete ministérios ao PMDB. Nos bastidores, a leitura é cristalina: Michel Temer e seu partido é quem vai mandar no Brasil, com o contraponto do ex-presidente Lula da Silva, outro a quem a ex-mãe do PAC teve que se render. Na tentativa de salvar o mandato, Dilma está aceitando a condição de rainha da Inglaterra.

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