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Na disputa por talentos, benefícios já pesam mais que salário no mercado de trabalho

Segurança financeira ganha espaço no RH e impulsiona soluções como planos corporativos às vésperas do Dia do Trabalho

Às vésperas do Dia do Trabalho, celebrado neste 1º de maio, o pacote de benefícios ganha espaço nas decisões profissionais e pressiona as empresas a reverem suas estratégias de retenção. Levantamento do Guia Nacional de Benefícios Corporativos mostra que 43,7% aceitariam trocar de empresa por uma oferta mais atrativa, mesmo com remuneração equivalente.
A pressão por mudanças vai além. Dados recentes indicam que 84% dos trabalhadores gostariam de personalizar os benefícios, mas apenas 21% têm essa possibilidade hoje — um descompasso que faz com que as empresas revejam suas estratégias.
Esse movimento já se reflete dentro das organizações. Estudos da consultoria de RH Mercer apontam que a atração e retenção de talentos continuam como os principais desafios enfrentados pelas empresas, pressionando as áreas de recursos humanos a ampliarem e qualificarem os pacotes oferecidos.

Fortalecimento de vínculos entre empresa e colaborador
Nesta nova dinâmica, soluções de longo prazo ganham espaço. A previdência corporativa passa a ser incorporada como ferramenta para reduzir a rotatividade e fortalecer o vínculo entre empresa e colaborador.
“Hoje, quem não oferece benefícios estruturados perde competitividade na disputa por talentos. A previdência entrou nesse pacote porque traz segurança e reforça o compromisso da empresa com o futuro do colaborador”, afirma Nicole Gasperin, head de Desenvolvimento de Negócios Corporativos da Quanta Previdência.

Nicole Gasperin

Levantamento da consultoria Mercer, realizado com 1.007 empresas de médio e grande porte — que juntas representam cerca de 5 milhões de trabalhadores — indica que a previdência privada ganha espaço na estratégia de benefícios corporativos. Segundo a pesquisa, 49% das empresas planejam incluir esse tipo de benefício nos próximos três anos, enquanto 63% pretendem ampliar o orçamento destinado a benefícios em 2025.
O avanço da previdência corporativa também ganha respaldo institucional. A Abrapp (Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar) firmou acordo com a ABRH Brasil para ampliar a presença desse tipo de benefício nas empresas, diante do envelhecimento da força de trabalho e do aumento da longevidade.
A iniciativa coloca a previdência como tema estratégico dentro das áreas de recursos humanos, associando o benefício não apenas à retenção de talentos, mas também ao bem-estar financeiro e à preparação dos trabalhadores para o futuro.

Cooprev avança no ambiente corporativo
Nesse movimento, a Quanta Previdência amplia a atuação junto às empresas por meio do Cooprev, plano de previdência complementar fechada voltado ao ambiente corporativo.
O modelo opera sem fins lucrativos, com gestão digital e custos reduzidos, o que facilita a implementação pelas áreas de RH. O plano possibilita contribuições flexíveis, escolha de perfis de investimento e oferece recursos como portabilidade, resgate e proteção familiar em casos de invalidez ou morte.
Outro diferencial está nos incentivos fiscais. Empresas enquadradas no regime de lucro real podem deduzir as contribuições como despesa operacional, enquanto os colaboradores podem abater até 12% da renda bruta anual tributável no Imposto de Renda.
“O Cooprev atende uma demanda clara das empresas: oferecer um benefício estruturado, com baixo custo de gestão e que gere valor percebido para o colaborador”, explica Nicole.
Com cerca de 250 mil participantes e aproximadamente R$ 8 bilhões sob gestão, a Quanta consolida presença no segmento e amplia o alcance das soluções voltadas à previdência corporativa.

Impacto direto no negócio
A adoção de benefícios de longo prazo também impacta indicadores internos. Ao criar uma relação mais duradoura entre empresa e colaborador, a previdência contribui para reduzir custos com desligamentos, recrutamento e treinamento.
“Quando a empresa inclui esse tipo de solução no pacote, ela passa a competir com uma proposta mais completa. Isso influencia diretamente na retenção e na construção de vínculo com o time”, afirma Nicole.

Um novo critério na escolha profissional
A valorização de benefícios ligados ao planejamento financeiro acompanha uma mudança no comportamento dos trabalhadores, que passaram a considerar não apenas o presente, mas também a segurança futura ao avaliar uma oportunidade.
Às vésperas do Dia do Trabalho, o cenário evidencia uma mudança clara no mercado: mais do que remuneração imediata, o que entra na conta é a capacidade da empresa de oferecer estabilidade, proteção e perspectiva de longo prazo.
Para as empresas, o movimento já não é mais opcional. Em um mercado mais dinâmico e exigente, benefícios com impacto real passaram a fazer parte da estratégia — e a previdência corporativa avança como uma das ferramentas mais consistentes para reter talentos e sustentar o crescimento das equipes.

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