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No primeiro debate ao Senado, Lunelli defende fim das bets, combate à corrupção e proteção à produção catarinense

Candidato do MDB também propôs mudanças nas regras do STF e penas mais duras para quem desvia dinheiro público

O deputado estadual e ex-prefeito de Jaraguá do Sul Antídio Lunelli (MDB) participou, nesta segunda-feira (17), do primeiro debate entre os candidatos ao Senado por Santa Catarina. Promovido pela Rádio Som Maior FM, de Criciúma, o encontro foi dividido em cinco blocos, com perguntas de ouvintes, jornalistas e questionamentos entre os próprios candidatos.

Ao longo do debate, Lunelli concentrou suas manifestações em temas como combate às bets e à corrupção, mudanças nas regras relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e defesa dos setores produtivos de Santa Catarina.

Um dos posicionamentos mais enfáticos foi em relação às apostas online. Lunelli defendeu a proibição total das bets e dos jogos de azar online no Brasil, alertando para o impacto das apostas no orçamento e no endividamento das famílias.

“Estamos falando de 30 milhões de brasileiros e de R$ 60 bilhões consumidos pelas bets. É dinheiro que deixa de ficar dentro de casa. Se eleito, não teremos mais lobby que destrua a família brasileira”, afirmou.

Lunelli também defendeu mudanças nas regras relacionadas ao STF. Entre elas, citou a limitação do tempo de permanência dos ministros na Corte e regras mais rígidas para evitar conflitos de interesse envolvendo familiares de ministros que atuam em escritórios de advocacia.

No combate à corrupção, defendeu o endurecimento das penas para quem desvia recursos públicos. Para Lunelli, quem rouba dinheiro público deve receber punições mais severas, independentemente do cargo ou da posição que ocupa.

*Defesa da produção catarinense*

Ao tratar da economia, Lunelli defendeu maior atenção à entrada de produtos importados que possam prejudicar a competitividade dos produtores brasileiros. Citou especialmente setores como arroz e leite, que enfrentam dificuldades quando os preços recebidos pelos produtores não são suficientes para cobrir os custos de produção.

O candidato destacou ainda a importância do agronegócio e das cadeias produtivas para a economia catarinense. Para ele, proteger quem produz significa também preservar empregos, renda e a competitividade de Santa Catarina.

“Defendo nosso agricultor, nosso empresário e nosso colaborador, porque cada vez que escuto um escândalo de bilhões, na hora penso na nossa costureira, no tintureiro, no motorista, naqueles que estão trabalhando e ganhando dinheiro com o suor do próprio rosto. Defenderei nossa produção catarinense e brasileira”, declarou.

Ao falar sobre sua disposição de promover mudanças em Brasília, Lunelli fez uma referência à própria trajetória, iniciada ainda na agricultura.

“Quero entrar com a enxada no Senado para arrancar as ervas daninhas que lá estão. Queremos ajudar a mudar isso”, afirmou.

Amin destaca parceria com Lunelli

Durante o debate, o candidato à reeleição Esperidião Amin (PP), que integra a mesma chapa de Lunelli, destacou a parceria entre os dois. Amin definiu Lunelli como um homem que representa o trabalho, que enfrentou privações ao longo da vida e construiu sua trajetória dando exemplo.

Segundo Amin, os dois terão “voz e força para conter abusos”, além de autonomia e capacidade para representar Santa Catarina no Senado.

Além de Antídio Lunelli e Esperidião Amin, participaram do debate Afrânio Boppré (PSOL), Décio Lima (PT) e Jeferson Rocha (PRD). Caroline de Toni e Carlos Bolsonaro, candidatos do PL, não participaram do encontro.

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