Blog do Prisco
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O estranho silêncio de Fabrício Oliveira

 

A operação Gaiola Digital, que foi deflagrada pelo Gaeco na semana passada, deixou no ar um silêncio estranho em Balneário Camboriú. A devassa inclui 22 contratos de softwares públicos na prefeitura, todos firmados com a mesma empresa entre 2022 e 2024 – período em que a cidade estava sob o comando de Fabrício Oliveira.
Um ex-secretário da Fazenda e um ex-secretário de Compras da época de Fabrício foram citados na investigação. Uma servidora efetiva, fiscal dos contratos, foi alvo de mandado de busca e apreensão. Apesar disso, o ex-prefeito ainda não se pronunciou.
Pré-candidato a deputado federal, Fabrício deixou o governo municipal com a Educação sucateada e o saneamento em situação de miséria. Levou Balneário Camboriú às manchetes nacionais com a Praia Central 100% imprópria para banho no verão de 2023. Um escândalo.
Mas esta é a primeira vez que o governo do ex-prefeito se vê acossado pelo Gaeco. O silêncio é, no mínimo, constrangedor.
Em tempo: a prefeita Juliana Pavan determinou uma auditoria sobre os 22 contratos firmados na época do Fabrício, e decidiu antecipar as licitações para substituir a empresa investigada.
Em nota, a prefeitura informou que toda a documentação acerca dos contratos já foi fornecida ao Ministério Público. Agora é acompanhar o andamento das investigações, que seguem em curso.