A manifestação do governador paulista, Tarcísio de Freitas (veja vídeo), sobre a queda do narcoditador Nicolás Maduro, não deixa a menor dúvida: é discurso e postura de pré-candidato à Presidência.
Se o objetivo dele fosse realmente a reeleição em São Paulo, embora o estado seja a locomotiva do país, a fala de Tarcísio seria outra. Estaria circunspecta às questões paulistas.
O que leva muita a gente a acreditar que o lançamento de Flávio Bolsonaro, como herdeiro político do pai, é para proteger o verdadeiro candidato a direita, Tarcísio de Freitas.
Na undécima hora, o governador de São Paulo poderá sim renunciar para concorrer à sucessão da deidade vermelha.
Ou seja, até o dia 4 de abril, prazo fatal para a renúncia, Tarcísio saiu do foco, ficando fora dos ataques do PT, de Lula e da esquerda, como já vinha acontecendo.
E Flávio Bolsonaro? A sensação que passa é que poderá ser o vice.
Por fim, não são poucas as leituras, dentro da própria esquerda, de que Tarcísio é o candidato mais difícil de ser enfrentado nas eleições deste ano.
Aliás, ainda há muita água para passar debaixo da ponte, a partir de Venezuela, EUA, delações, Maduro, Carvajal e outros bichos. O tempo passou a conspirar contra Lula da Silva que, se perceber que não terá chances em outubro, não entrará na eleição para encerrar sua vida pública com uma derrota. Simples assim.
foto>Pablo Jacob/Governo do Estado de SP






