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OAB/SC e SPU alinham procedimentos após reconhecimento de erro na LPM de Florianópolis

 

A Comissão de Estudos sobre Terrenos de Marinha da OAB/SC promoveu reunião institucional com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e representantes dos Cartórios de Registros de Imóveis para discutir os efeitos do reconhecimento administrativo de erro relacionado à Linha do Preamar Médio de 1831 (LPM/1831) na Ilha de Santa Catarina.

O encontro teve como foco principal o alinhamento de procedimentos e a busca por maior segurança jurídica para proprietários, advogados e Registros de Imóveis diante das consequências decorrentes desse reconhecimento.

A discussão ganhou ainda mais relevância após a suspensão cautelar, pelo Conselho Nacional de Justiça, da eficácia do Provimento nº 49/2025 da Corregedoria-Geral do Foro Extrajudicial do TJSC. O provimento havia estabelecido parâmetros específicos para o tratamento registral dos terrenos de marinha em Santa Catarina.

Com a suspensão da norma, surgiram novas dúvidas sobre a forma de atuação dos cartórios diante de imóveis atingidos por informações ou demarcações relacionadas à LPM/1831, especialmente em Florianópolis.

Segundo o presidente da Comissão de Estudos sobre Terrenos de Marinha da OAB/SC, Nabih Henrique Chraim, a reunião produziu avanços importantes.

“O reconhecimento administrativo do erro produz consequências concretas e exige uma resposta institucional. Nosso objetivo é evitar que proprietários e cartórios permaneçam submetidos a interpretações divergentes. A reunião permitiu avanços relevantes na construção de procedimentos mais seguros e uniformes.”

A Comissão defende que cada situação seja analisada tecnicamente, considerando o processo administrativo de demarcação correspondente e evitando que referências cadastrais ou históricas sejam utilizadas de forma automática para atribuir domínio à União.

Os terrenos de marinha estão previstos no artigo 20, VII, da Constituição Federal e são disciplinados, entre outras normas, pelo Decreto-Lei nº 9.760/1946.

A OAB/SC continuará acompanhando os desdobramentos da questão e mantendo o diálogo com a SPU e demais instituições envolvidas, com o objetivo de assegurar segurança jurídica, respeito ao devido processo administrativo e estabilidade às relações imobiliárias em Florianópolis.

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