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Os esforços de uma pequena equipe que transformam as vias de Brusque

Três servidores do Obras trabalham para produzir mais de 50 toneladas de asfalto por hora

O começo de um dia de trabalho é às 5h da manhã. Mas não é que Jefferson Rossini, Adriano Kunzel e Geraldo Soares cheguem neste horário. Eles já chegaram e, de fato, começaram a preparar o asfalto que irá abastecer as ruas de Brusque já desde bem cedo, como dito, às 5h da manhã.

A usina de asfalto de Brusque possui capacidade para produzir cerca de 80 toneladas por hora. Ela acabou de passar, em fevereiro, pela primeira etapa de uma grande manutenção, algo que não acontecia há mais de oito anos.

Esta manutenção servirá para fazer com que a usina produza o máximo possível de asfalto por conta da grande operação que a Prefeitura de Brusque irá promover nas ruas da cidade, quando mais de 80 quilômetros das vias municipais serão reasfaltadas, num investimento de cerca de R$ 100 milhões.

“A gente dá conta”, garantiu Jefferson. “A gente vai ter mais um para ajudar, que agora tá de licença, mas já tá voltando. Daí a gente dá conta de tudo sim”, afirmou.

Para começar a preparação do asfalto, a equipe abastece a usina com os agregados pétreos, como pó, brita e brita zero (menor tamanho depois do pó de brita), que vão para o misturador junto com o Cimento Asfáltico de Petróleo (mais conhecido como CAP), para então cair o asfalto pronto pelo elevador direto nos caminhões que irão para as ruas.

O CAP, aquecido a 170 graus centígrados, é produzido em sistemas de refino de petróleo, especialmente para apresentar qualidade e consistência próprias para o uso na construção e manutenção de pavimentos asfálticos, pois além de suas propriedades aglutinantes e impermeabilizantes, possui características de flexibilidade, durabilidade e alta resistência.

O tipo de asfalto também difere por conta de sua finalidade. Caso seja usado para tapar buracos, a massa é mais fina, sendo usado apenas pó e brita zero na sua preparação. Para o uso de uma reperfilagem com a vibroacabadora, ou seja, para uma extensão maior de uma via, um material mais grosso é preparado com um percentual maior de brita.

“A gente sabe que muitas ruas estão com buracos, as pessoas reclamam. Mas a gente sabe também que é daqui que vamos ajudar a arrumar nossa cidade”, comentou Geraldo.

“Nosso trabalho aqui é muito importante e quase ninguém sabe o que a gente faz. O trabalho aqui é duro, começa cedinho e, muitas vezes, vai até o fim da tarde. Quando começarem as obras nas ruas, com o asfalto bonito, de qualidade, a gente vai saber que ajudamos”, finalizou.

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