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Paulinha defende a imediata interrupção da 17ª rodada de leilões para exploração de petróleo e gás em Santa Catarina

Há dez dias de 07 de outubro, data agendada para a 17ª rodada de leilões para a concessão de áreas de petróleo e gás no litoral de Santa Catarina, a deputada Paulinha informa que quatro audiências públicas acontecem essa semana nos municípios de Garopaba, Bombinhas, Araranguá e Itajaí. Todos os eventos organizados pelas Câmaras de Vereadores querem debater os impactos socioambientais do leilão de exploração de petróleo no Estado.
A rodada de discussões inicia hoje, segunda, dia 27, às 19h, em Garopaba. Dia 29, quarta, às 19h, em Araranguá. Na Quinta, dia 30, às 14h, em Bombinhas. E encerrando, sexta, dia 01, em Itajaí, às 14h.

Paulinha (sem partido) defende a imediata interrupção da 17ª rodada de leilões para a concessão de áreas de petróleo e gás em Santa Catarina. Ela alerta que não há estudos preliminares a respeito do assunto.
Ainda, destaca que o movimento #MarSemPetróleo ganha engajamento de peso como os 81 vereadores, que aderiram ao processo judicial movido pelo Instituto Arayara solicitando a suspensão do Leilão da ANP no dia 07 de outubro.
A parlamentar foi taxativa ao afirmar que é importante a mobilização de todos para salvar o litoral catarinense até esta data, dia 07 de outubro.
“Recentemente os organismos da pesca artesanal e industrial se aprofundaram nesses estudos e a gente apurou que estamos de fato com o risco de perder a economia pesqueira, são mais de 300 mil pescadores. A atividade exploratória de petróleo traz danos irreversíveis. Pedimos a interrupção do leilão até que estudos sejam feitos, mais de 1,5 milhão de catarinenses estão dizendo que querem a interrupção do leilão”, garantiu Paulinha que abraçou essa pauta preocupada com o futuro do setor da pesca e do turismo catarinense.

Vinte e nove municípios do litoral catarinense correm o risco direto de sofrerem impactos ambientais ocasionados pela atividade petrolífera em Santa Catarina. Vale destacar que Santa Catarina tem o maior polo pesqueiro do país, com 337 localidades onde ocorre a pesca artesanal. “ Santa Catarina possui mais de 130 espécies de peixes comercializados. A pesca da tainha corre o risco de acabar”, disse a parlamentar.
Sem falar dos danos ambientais, alerta. “ Corremos o risco de lidarmos com vazamentos de petróleo, como o ocorrido no litoral do Nordeste, em agosto de 2019, que causou um enorme prejuízo econômico (turismo e pesca), na saúde e para a biodiversidade”.

 

Em 05 de agosto, Paulinha coordenou a audiência pública, que discutiu “Os impactos econômicos e socioambientais da exploração de petróleo no litoral catarinense”. Entre os encaminhamentos está o abaixo assinado virtual #MarSemPetróleo que está ganhando engajamento nas redes sociais.

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