Coluna do dia

Poderoso chefão

A revista Veja teve acesso aos 72 anexos do acordo de delação premiada, ainda não homologado pelo STF, do ex-deputado Pedro Corrêa, do PP. Detentor de sete mandatos no currículo e de tradicional e abastada família nordestina, Corrêa contou que começou a participar da roubalheira ainda nos governos militares. A gatunagem ali era no extinto Inamps, hoje INSS. A gatunagem permeou toda a vida política do pernambucano, inclusive na era FHC. Mas o suprassumo, denunciou Corrêa, foi no período do PT.

Segundo ele, Lula da Silva coordenava pessoalmente o esquema da petrogatunagem que, até segunda ordem, quebrou a Petrobrás, ajudou a quebrar o Brasil, e “desviou” bilhões do dinheiro público.

O pivô do ex-metalúrgico na estrutura da estatal era Paulo Roberto Costa, o Paulinho, da diretoria de Abastecimento da petrolífera.

Pedro Corrêa contou aos investigadores que por ali todos os petroladrões eram fartamente abastecidos.

 

A incomodação

Um dos episódios mais emblemáticos, de acordo com o progressista, foi  quando um grupo de parlamentares do PP se rebelou contra o PMDB, que avançou sem dó nos contratos da diretoria de Paulinho. Inconformada, a turma foi ao Palácio do Planalto reclamar com Lula da “invasão”.

 

Tem pra todos

O ex-metalúrgico, sempre seguindo o que delatou Pedro Corrêa, passou uma descompostura nos deputados, dizendo que eles “estavam com as burras cheias de dinheiro” e que a diretoria era “muito grande” e tinha de “atender os outros aliados, pois o orçamento” era “muito grande” e a diretoria era “capaz de atender todo mundo”. O cerco se fecha sobre o ex-mito.

 

Candidato do PT

Dando sequência às informações sobre o contexto de pré-campanha em Itajaí, agora está se espalhando uma versão segundo a qual o deputado federal Décio Lima (PT) encarnaria uma frente “suprapartidária”. É quase cômico. Décio sempre foi do PT. E sempre será petista. Com o bônus que isso possa representar.

 

Estratégia

Na verdade, essa versão parece mais uma estratégia muito bem pensada. O jogo está aberto na cidade portuária, onde o ex-petista e amigo de Décio, Volnei Morastoni, lidera, mas acumula altíssima rejeição. Com a iminente desistência de Paulo Bornhausen (PSB), nada melhor do que um projeto “suprapartidário”, não é mesmo?

 

Senado em 2018

Confirmado o fato de Bornhausen estar fora do pleito municipal em Itajaí, naturalmente ele tentará articular uma terceira candidatura ao Senado em 2018. A tendência é de congestionamento nestas vagas. Dois serão eleitos. O próprio Décio é uma alternativa, assim como Raimundo Colombo, Esperidião Amin, Paulo Bauer. Só pra ficar nos mais conhecidos.

 

Bombardeio

Na Assembleia, é notório o bombardeio do PMDB sobre Gelson Merísio. O presidente e seus assessores e aliados não têm descanso. São pedidos de informação, representações ao MP, pressão sobre o governador, obstruções e etc.

 

Cobrança inédita

Em ação inédita em Santa Catarina, o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Estado (Cosems – SC) protocolou uma representação no Ministério Público, pedindo providências necessárias para obrigar o governo do Estado a manter a regularidade e periodicidade do repasse  de recursos para a saúde.

O documento foi entregue, na sede do órgão, em Florianópolis, ao Procurador-Geral de Justiça, Sandro José Neis. Participaram o presidente do Cosems-SC, Sidnei Bellé, secretário de Saúde de Caibi, Francieli Cristini Schultz, de Joinville, e Marcos Scarpato, de São Francisco do Sul.

 

Sair da versão mobile