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Por que fui candidato a Deputado Federal

Valdir Colatto – Engº Agrônomo

Fui candidato a Deputado Federal, chamado, incentivado e até convocado pelo próprio setor do

agro, por pessoas que conhecem a nossa história e sabem o trabalho que realizamos ao longo de

décadas em defesa da agricultura, do produtor rural, cooperativismo e empreendedorismo. Aceitei

esse desafio porque entendi que ainda havia muito a fazer e porque acreditava que a experiência

acumulada ao longo de tantos anos poderia novamente estar a serviço de Santa Catarina e do país no

Congresso Nacional. Não entrei nesta eleição por um projeto pessoal, mas pela convicção de que o

setor produtivo catarinense e brasileiro precisava de uma representação experiente, preparada e

comprometida com as suas demandas.

Minha história

Minha trajetória pública sempre esteve profundamente ligada ao campo e ao desenvolvimento do

setor produtivo. Ao longo dos meus mandatos como deputado federal, participei de importantes

conquistas para a agricultura brasileira, com o projeto do Código Florestal Brasileiro, Lei dos

Caminhoneiros, legislação das parcerias e da integração entre produtores e agroindústrias, na CPI do

Endividamento Agrícola, além das discussões que contribuíram para medidas como a securitização

das dívidas rurais, o PESA, o RECOOP E O SESCOOP. Também dediquei minha vida profissional

ao cooperativismo e à gestão pública, exercendo funções como: diretor do INCRA/SC,

superintendente da OCB, Secretário de Articulação Nacional e da Secretaria de Agricultura de Santa

Catarina, na direção do Serviço Florestal Brasileiro – MAPA, entre outras funções e projetos. Nunca

precisei começar a defender o agro em época de eleição. Essa sempre foi a minha caminhada.

O apelo que fizemos ao AGRO

Desde o início da campanha, fizemos um forte chamado ao agronegócio catarinense, às

cooperativas, às entidades, às lideranças e às pessoas que vivem direta ou indiretamente da produção

rural. Pedimos participação e engajamento justamente porque nossa candidatura nasceu de um

apelo vindo do próprio setor. Sabíamos que enfrentaríamos uma eleição difícil, especialmente

diante de candidatos com mandato, estrutura política e disponibilidade de recursos. Por isso,

deixamos claro desde o começo que uma candidatura verdadeiramente ligada ao agro somente teria

força e viabilidade se o próprio agro entendesse a importância de defendê-la e ter representantes

comprometidos de verdade no Congresso Nacional.

A expectativa que não se confirmou

Precisamos reconhecer com serenidade e humildade que o apoio esperado desses setores não se

confirmou de acordo com o ajustado anteriormente. Respeito as decisões tomadas durante o

processo eleitoral, mas também seria injusto com a minha história não registrar essa realidade.

Depois de tantos anos trabalhando em pautas decisivas para produtores, cooperativas e para a

economia rural, esperávamos um envolvimento maior daqueles que conheciam nosso trabalho. A

eleição também mostrou a enorme diferença de estrutura e de recursos existente entre candidaturas,

principalmente quando comparadas àquelas que já estavam no exercício do mandato e contavam

com a estrutura partidária financeiramente privilegiada e através de emendas parlamentares. O

resultado precisa ser respeitado, mas também precisa servir de reflexão diante das condições

diferenciadas entre os candidatos.

As demandas continuam existindo

Uma eleição termina, mas os problemas do produtor rural não terminam junto com ela. As

demandas que levamos durante a campanha continuam presentes: segurança jurídica, crédito,

endividamento, renda do produtor, infraestrutura, custos de produção, relações entre agricultores e

agroindústrias e cooperativas, questões ambientais e fundiárias, trabalhistas, logística,

armazenagens, garantia de renda com seguro compatível com a atividade rural e tantas outras pautas

que interferem diretamente na competitividade de quem produz. Não estarei no Congresso

Nacional, mas essas questões continuam exigindo respostas. Permanecerei na iniciativa privada e

continuarei sendo um militante permanente na defesa do agro brasileiro, porque essa causa nunca

dependeu de um cargo público para fazer parte da minha vida.

Aos que foram eleitos

Aos deputados e senadores catarinenses, deixo um pedido e também uma responsabilidade: não

esqueçam do produtor rural. As pautas do agro precisam receber a mesma atenção e prioridade das

demais grandes questões do país. Estamos falando de agricultores, famílias, cooperativas,

agroindústrias e milhares de trabalhadores responsáveis por movimentar a economia de Santa

Catarina e do país colocando alimento na mesa de milhões de brasileiros e do planeta. Representar

Santa Catarina significa também estar presente e ser a voz do agricultor em Brasília. As demandas

estão postas, os problemas são conhecidos e, agora, cabe aos eleitos assumir essa responsabilidade.

2Minha gratidão e o futuro

Aos 21.464 catarinenses que nos confiaram seu voto, deixo o meu mais sincero agradecimento. Cada

voto representa confiança em uma história construída ao lado da agricultura, do cooperativismo e

do desenvolvimento de Santa Catarina e do Brasil. O Oeste catarinense perde neste momento, uma

representação diretamente identificada com essa trajetória no agro, mas isso não significa que nossa

luta terminou. Continuarei defendendo aquilo em que sempre acreditei, acompanhando os

acontecimentos e contribuindo onde puder para o desenvolvimento do nosso Estado e do Brasil.

Que Deus abençoe os catarinenses, os novos representantes eleitos e aqueles que terão a

responsabilidade de conduzir nosso Estado e nosso país nos próximos anos.

“Se o agricultor não planta, você não almoça e nem janta”

Valdir Colatto

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