Coluna do dia

PP embarca no governo Moisés

Depois do PSD, que está na estratégica Casa Civil do governo Moisés da Silva desde o final do ano passado, agora é a vez do PP entrar na administração do pesselista.

O deputado Altair Silva será o novo secretário de Agricultura. O pacote ainda inclui Zé Milton Scheffer como novo líder do governo, em substituição a Paulinha da Silva. A ida de Altair para o Executivo abre caminho para o retorno de Silvio Dreveck, ex-presidente da Alesc, à Casa.

O deputado estadual substituirá Ricardo de Gouvêa. Sai um técnico, entra um político.

Em termos de convergência de rivais históricos, este governo também está inovando em Santa Catarina. O MDB, como se sabe, ocupa vários cargos de segundo e terceiro escalões, além de duas pastas estratégicas com Paulo Eli na Fazenda e Leandro Lima no Sistema Prisional. Os dois são emedebistas de quatro costados embora, assim como o novo chefe da Casa Civil, tenham se licenciado de seus partidos, o que não passa de uma forma de tentar maquiar a realidade.

Deve oficializar

Mas o MDB deve ir além. Há indicações de que um deputado estadual do partido, que não deve se licenciar da sigla, também embarcará no governo Moisés da Silva. Ou seja, neste janeiro o governador resolveu distribuir uma pasta para o PP e mais uma, esta oficialmente, ao MDB.

Samba do crioulo doido

E como vai ficar isso tudo? Quem estará com Moisés em 2022 (caso ele tente à reeleição)? Um, alguns, todos, ninguém? Se Moisés for candidato ao Senado, por exemplo, será com o MDB ou com o PP ou, ainda, com o PSD? A conferir os desdobramentos.

Eleição na Câmara

A eleição para a presidência da Câmara, marcada para 1 de fevereiro, já chegou a Santa Catarina. Baleia Rossi, presidente nacional do MDB, passou a segunda-feira em Florianópolis, fazendo contatos com vários líderes. Em número de eleitores para o pleito interno do Legislativo, contudo, apenas os três federais catarinenses do seu partido (Celso Maldaner, Rogério Peninha Mendonça e Carlos Chiodini), mais Carmen Zanotto, do Cidadania.  O emedebista é o candidato do atual comandante da Casa, Rodrigo Maia (DEM).

Queda-de-braço

Na semana que vem, quem vem ao estado é Artur Lira, do PP, apoiado por Jair Bolsonaro.

Ou seja, já há uma queda-de-braço entre Maia e Bolsonaro tendo como pano de fundo a eleição de 2022. Agora é observar quem Lira vai reunir entre os catarinenses.

Divisão

A bancada está claramente dividida. Aparentemente, entre os 16 deputados federais da representação de Santa Catarina em Brasília, Lira teria vantagem. Até porque dos quatro federais eleitos pelo PSL em 2018, embalados pela onda Bolsonaro, três vão fechar com Lira, mantendo-se absolutamente alinhados ao Palácio do Planalto.

Dissidência

Dentre os pesselistas, apenas Fábio Shiochet, que pilota a sigla no estado, está com Baleia Rossi. Os demais, Caroline De Toni, Coronel Armando e Daniel Freitas, vão de Artur Lira.

Futuro

Embora Jair Bolsonaro respalde um candidato do PP para a Câmara, dificilmente o presidente assinará ficha no partido. A sigla é presidida no âmbito nacional pelo senador Ciro Nogueira, que não sinaliza a menor disposição para abrir mão do comando partidário em favor do presidente da República. Já o PTB foi ofertado por Roberto Jefferson a Bolsonaro, onde teria porteira aberta para administrar a legenda.

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