Manchete

Ribalta e moeda de troca

Gean Loureiro, que andava meio apagado nos últimos dias, com as atenções do universo político mais voltadas a Moisés da Silva, Jorginho Mello e até mesmo Antídio Lunelli, nesta quarta-feira ganhou um pouco mais de visibilidade. É bem verdade que as inserções do União Brasil estão em rede de rádio e TV, onde, aliás, Gean ainda aparece como prefeito de Florianópolis! Ele renunciou em março. Uma gafe daquelas.
O ex-prefeito deixou o comando do Executivo da Capital em favor do empresário Topázio Neto.
E é justamente o ato de filiação do prefeito de proveta, que não foi votado, mas assumiu o cargo, que confere upgrade à figura do pré-candidato a governador do União Brasil.
A presença do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, canaliza envergadura ao ato que formaliza a chegada de Topázio ao partido.
Ao PSD não interessa quantos votos o novo prefeito tem. É um prefeito de Capital importante agora filiado à sua legenda. Isso dá musculatura e poder à sigla.

Toma-lá-dá-cá

É a retribuição de Gean ao fato de o PSD ter optado por respaldar sua candidatura estadual. Os pessedistas deram um chega pra lá no ex-governador de dois mandatos, Raimundo Colombo. Agora o partido ganha uma prefeitura de peso. Faz parte do jogo político-eleitoral.

MDB turbulento

Paralelamente a isso, o MDB continua se organizando para lançar a candidatura de Antídio Lunelli no dia 11 de junho em Curitibanos. A escolha da cidade se deve à sua localização, no centro do estado, facilitando o deslocamento de emedebistas de todas as partes do estado.

Hummm

O que chama atenção, ainda, no contexto do MDB, é a atuação de chefes de poderes na articulação política direta em favor de Moisés da Silva.

Em campo
Com o respaldo do presidente do Tribunal de Justiça, João Henrique Blasi, ex-deputado pelo MDB, o vice-presidente do TCE, Herneus de Nadal, também ex-parlamentar emedebista, chamou Udo Döhler para uma conversa e convidou o ex-prefeito de Joinville para ser vice do governador.

No seu nicho

Moacir Sopelsa participou da conversa. Mas ele é deputado, presidente da Alesc. Então tudo certo, está no seu papel de fazer política partidária e eleitoral.

Estranheza

Quanto aos outros dois, causa espécie. Qual a confiança que a sociedade pode ter em chefes de poder envolvidos diretamente na defesa de interesses partidários e do próprio governador, candidato à reeleição?

Ontem e hoje

Blasi e Herneus foram deputados faz tempo, mas hoje atuam, ou deveriam atuar, como magistrados. Desembargador e conselheiro. Aonde estamos? Quem acompanha essa articulações nefastas e absolutamente impróprias sente-se constrangido e perplexo!

foto>divulgação

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