Estado se consolida como maior exportador nacional de carne suína
(Imagem: Reprodução – NSC Total)
Agro. Santa Catarina encerrou 2025 com resultados históricos nas exportações de carnes, alcançando 2 milhões de toneladas e uma receita estimada em US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 24,17 bilhões). O desempenho representa crescimento de 2,8% em volume e 8,4% em valor em relação a 2024, consolidando o Estado como responsável por quase 20% das exportações brasileiras do setor. (NSC Total)
O destaque foi a carne suína, com 748,8 mil toneladas exportadas e receita de US$ 1,85 bilhão, mantendo Santa Catarina como maior produtor e exportador nacional. Os principais destinos foram Japão, Filipinas e China. Já a carne de frango somou 1,2 milhão de toneladas e US$ 2,45 bilhões, o maior faturamento da série histórica, com forte presença da Arábia Saudita, Países Baixos e Japão como compradores.
Em dezembro, os embarques catarinenses chegaram a 193 mil toneladas, com receita de US$ 428,6 milhões, um salto de mais de 20% em relação ao mês anterior. O bom desempenho foi atribuído ao status sanitário internacionalmente reconhecido, que permite ao Estado exportar para mais de 150 países.
Além de suínos e frangos, a exportação de carne de peru também cresceu, com alta de 6,9% em quantidade e 60,3% em receita, consolidando Santa Catarina como líder nacional nesse segmento. O resultado reforça a força do agro catarinense e sua competitividade global.
Economia. Santa Catarina inicia 2026 com um contraste marcante entre empresários e consumidores. De um lado, o varejo mostra otimismo: 55% dos consumidores acreditam em melhora da economia, impulsionados pela isenção do Imposto de Renda para rendas até R$ 5 mil e pela segurança em relação ao emprego. Do outro, os empresários demonstram cautela: apenas 33% esperam melhora, enquanto 63,5% não planejam investir em expansão neste ano. (RCN)
O pessimismo empresarial é explicado pelo alto custo do crédito, com a Selic em 15%, e pela incerteza eleitoral. Já os consumidores projetam avanços em sua situação financeira pessoal (70%) e segurança no trabalho (80%), criando condições para investimentos de longo prazo, como imóveis e veículos.
Regionalmente, o otimismo varia bastante: Itajaí (81%) e Lages (80,7%) lideram, enquanto Joinville surpreende com apenas 17% de confiança em melhora. Entre os desafios apontados pelos empresários estão a escassez de mão de obra qualificada (28%), aumento dos custos (27%), concorrência digital (15%) e redução da demanda (13%).
Apesar das preocupações, o mercado de trabalho catarinense deve seguir aquecido, com desemprego pouco acima de 2%, bem abaixo da média nacional. Esse cenário tende a pressionar salários e manter o consumo em alta, reforçando a divergência entre o otimismo dos consumidores e a prudência dos empresários.
Negócios. O Tasy, software de gestão hospitalar criado em Blumenau e utilizado por mais de 2 mil clientes na América Latina, terá novo controlador. A Philips, multinacional holandesa, fechou acordo para vender o negócio à Bionexo, empresa líder em soluções de tecnologia de saúde em nuvem. O valor da transação, concluída no fim de 2025, foi de 161 milhões de euros, cerca de R$ 1 bilhão. (NSC Total)
A venda já era esperada pelo mercado, já que o Tasy representa uma fatia pequena das receitas globais da Philips. O sistema nasceu com a Wheb Sistemas, adquirida pela companhia em 2010, e é usado principalmente em hospitais para prontuários eletrônicos, monitoramento de pacientes e otimização de processos clínicos e administrativos.
O negócio ainda depende de aprovações regulatórias e deve ser finalizado até o segundo trimestre de 2026. Em comunicado, a Philips afirmou que a operação reforça seu foco em soluções de saúde escaláveis globalmente e garantiu que não haverá impacto imediato para os clientes do Tasy.
A Bionexo, já presente no Brasil, Argentina, Colômbia e México, vê na aquisição uma oportunidade de ampliar sua rede e fortalecer a oferta de soluções digitais na região. O futuro do centro tecnológico da Philips em Blumenau, responsável pelo desenvolvimento do Tasy, ainda não foi definido.
Mercosul-UE. A Fecomércio SC avaliou de forma positiva a aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, cuja assinatura está prevista para o dia 17 de janeiro no Paraguai. O tratado, que reúne países com mais de 700 milhões de habitantes e PIB superior a US$ 20 trilhões, encerra 26 anos de negociações e promete ampliar o fluxo comercial entre os blocos por meio da redução e eliminação de tarifas. (SC em Pauta)
Resultados. Entre os efeitos esperados estão maior concorrência, modernização dos setores produtivos e benefícios aos consumidores, como mais oferta de produtos e preços potencialmente mais competitivos. Santa Catarina aparece como um dos estados brasileiros com maior potencial de ganhos, sendo hoje o 11º maior exportador para a União Europeia, com destaque para a carne de aves, além de motores elétricos, componentes, compensados de madeira e tabaco.
No campo das importações, o estado ocupa a quarta posição nacional, comprando principalmente da Alemanha e da Itália bens industriais, farmacêuticos, automóveis e alimentos diferenciados. A redução tarifária deve ampliar a concorrência e reduzir custos desses produtos no mercado interno.
Para a Fecomércio SC, o acordo é estratégico por gerar eficiência econômica, diversificar mercados e ampliar a integração internacional. A entidade destaca que Santa Catarina possui estrutura logística e perfil econômico favoráveis para se destacar nesse novo cenário. A federação também ressaltou a atuação da CNC, por meio de José Roberto Tadros, na condução das negociações ao longo dos últimos anos.






