As secretarias da saúde em todo o país, vem oferecendo a população serviços pós-caracterização das doenças.
Os gestores públicos precisam mudar a forma de administrar, precisam se antecipar aos problemas, promovendo o que temos de mais importante para cuidar da saúde da população: PREVENÇÃO.
As prefeituras e governos estaduais, assim como o governo federal, no caso das drogas, por exemplo, investem vultuosas cifras, em “compra” de vagas em comunidades terapêuticas, muitas quando fiscalizadas pelas autoridades públicas, entre elas o Ministério Público, Vigilância Sanitária e os Bombeiros, te caracterizada a precariedade dos serviços prestados por algumas, que oferecem alimentação vencida, restrição de alimentos, imposição religiosa, serviços forçados, “sonoterapia”, além de falta de equipe técnica e plano terapêutico eficaz.
No caso de novas vacinas, novos medicamentos, o país investe pouquíssimo na pesquisa, na valorização de bolsistas, cientistas e professores, que poderiam estar desenvolvendo meios de eliminação de doenças. Em muitas universidades públicas, o que se vê, são laboratórios sucateados, pesquisas interrompidas, falta de todo tipo de estrutura que proporcione ao país, destaque acadêmico/científico.
A péssima gestão na área da saúde, com preenchimento dos cargos públicos com pessoas sem capacidade técnica, ocasiona a má aplicação do dinheiro público.
Na área da saúde, que os órgãos controladores/fiscalizadores encontram as maiores fraudes nas licitações públicas, com a compra de medicamentos por preços superfaturados, entrega de produtos com a qualidade e especificações diferentes da adquirida pelo edital.
A promoção da prevenção, deveria ser o principal foco do gestor da área de saúde. Com a prevenção, as doenças passarão a acontecer em menor número. Levar para as creches/escolas, lições simples de higiene, levar para as empresas, lições simples quanto a necessidade de exames preventivos (mamografia, exames de sangue como o PSA, assim como forte controle em relação a diabetes da população, etc). Precisamos cada vez mais incentivar o consumo de alimentos saudáveis, a prática de atividade física, etc.
Trabalhar a saúde mental já nos primeiros sintomas apresentados nas escolas, empresas, etc. O oferecimento de serviços de psicologia, psiquiatria, precisam estar facilmente a disposição da população.
Necessário que o poder público estude meios de abater do imposto de renda, gastos com medicamentos, despesas com a prática de esportes, aquisição de equipamentos esportivos, etc.
Incentivar a ampliação de equipes de médicos da família, com equipe multidisciplinar, que possa acompanhar o dia a dia das famílias, podendo evitar o diagnóstico tardio, bem como proporcionando o tratamento com celeridade.
O poder público, da área da saúde, deveria impor fortes limites no consumo de álcool. Sabemos que o consumo do álcool, ocasiona o aumento de acidentes, dependência, perda de emprego, aumento da violência doméstica, etc. Precisa ocorrer a imposição de restrição quanto a venda de bebidas alcoólicas pelos meios de comunicação. Com a prevenção, diminuiremos de forma expressiva doenças decorrentes do consumo do álcool.
Os órgãos públicos permitem que a imprensa venda erroneamente a ideia de que as festividades públicas precisam ter grande consumo de álcool, para que sejam mais alegres, exitosas…
Muitas novelas, ao longo das décadas, com a permissão do poder público, promoveu a ideia de que o consumo de álcool e cigarro, eram ligados ao êxito profissional, sexual, etc.
As secretarias da saúde municipais e estaduais, deveriam fortalecer seus “conselhos de saúde”, compostos por profissionais de diversas instituições. O trabalho dos conselhos, contam com membros oriundos de entidades governamentais e não-governamentais, podendo ajudar a minimizar os problemas. Os conselhos precisam ser ouvidos cada vez mais.
Fernando Henrique da Silveira
Advogado – jornalista – radialista
Presidente (gestão 2021 – 2023 e 2023 – 2025) e Vice-presidente (gestão 2019 – 2021 e 2025 – 2027), do Conselho Estadual de Entorpecentes de Santa Catarina – CONEN






