Blog do Prisco
Coluna do dia

Sempre a favor dele

O ano mal começou e o festival de pesquisas já está a todo vapor. Claro que pesquisas muito favoráveis ao atual inquilino do Palácio do Planalto, levantamentos pilotados por figuras intimamente ligadas ao governo federal, ao PT e à esquerda. Como sempre, aliás.

Mas, mesmo assim, servem de parâmetro para se observar o cenário presidencial de outubro do ano que vem.

Primeiro aspecto inquestionável: mais da metade da população brasileira reprova o governo Lula.

Mais da metade da população brasileira não deseja Lula candidato à reeleição para um quarto mandato. Ao mesmo tempo, as pesquisas sinalizam uma rejeição elevada a qualquer candidato que tenha o sobrenome Bolsonaro — seja Flávio, seja Michelle, em menor grau.

É também interessante salientar e enaltecer que, depois que Flávio Bolsonaro foi alçado à condição de herdeiro político e sucessor do pai na disputa presidencial, não se ouviu uma crítica sequer a ele, seja de Lula, seja do governo, seja do PT, seja da esquerda.

Silêncio

E até mesmo setores da mídia mergulharam. O que deixa muito evidenciado que ele é o candidato ideal para enfrentar Lula, o adversário mais desejável, o adversário mais vulnerável, partindo da premissa de que será possível manter a polarização.

Basta

E mais de um terço da população brasileira pesquisada, mais de 35%, deseja o fim disso: da polarização. Por isso, a importância de a direita jogar com inteligência e buscar o melhor nome para justamente penetrar nesse segmento que não deseja a polarização.

Fiel da balança

E conquistar votos preciosos. Porque tanto Lula quanto qualquer Bolsonaro terão dificuldade. E tudo o que Lula não quer é o fim da polarização.

Essa é a grande realidade. Então, chegou o momento de acabarmos com esse joguinho da direita. A esquerda só tem um nome — aliás, sempre só teve um nome — que é Lula.

Avaliação

Claro que, se ele desistir, vão ter que inventar outro nome, colocar novamente Fernando Haddad ou buscar alguma alternativa. Mas ele só vai avaliar a possibilidade de desistência se houver chances reais de ser derrotado na eleição. Até porque já está com 80 anos de idade.

Escolha

Por isso, a direita precisa escolher o melhor candidato, o mais competitivo, o mais preparado, aquele que tenha simpatia do setor produtivo, do agronegócio, da Faria Lima, do sistema financeiro, da classe média e desse um terço que quer colocar um ponto final no bolsonarismo e no lulismo, nessa nefasta polarização.

Nome

E esse nome todos sabemos quem é: Tarcísio de Freitas, que, aliás, nos últimos dias tem se manifestado muito mais como candidato a presidente do que como candidato à reeleição.

Leitura

Quando foi lançado o nome de Flávio, a primeira leitura que fizemos foi a seguinte: seria para preservar Tarcísio dos ataques dos adversários e, depois, Flávio entrar como vice. Foi a primeira leitura do blog. E parece que isso pode vir a acontecer no futuro, basta haver inteligência.

Impeditivo

Existe o assunto da aprovação da anistia no meio dessa história. Daí Flávio Bolsonaro retiraria a candidatura e apoiaria Tarcísio? Nesse jogo, a essa altura do campeonato, não pode haver condicionantes, não pode ser com faca no pescoço. Vamos parar com isso.

Picuinhas

Até porque precisamos pensar primeiro no país e depois nas questiúnculas internas da direita ou nos interesses da família Bolsonaro de continuar pilotando o processo.

Brasil acima

A família Bolsonaro tem que entender que é muito melhor ter, em 1º de janeiro de 2027, Tarcísio de Freitas como presidente, considerando o destino e o futuro de Jair Bolsonaro, do que novamente Lula da Silva.

E de que adianta lançar Flávio para ser derrotado, apenas para manter a chama acesa? Que chama?

Com mais quatro anos de Lula a partir de 2027, será a destruição completa — que já está em estágio bastante adiantado — do país. Simples assim.