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Setor de microfinanças retoma crescimento

Uma das principais instituições de microfinanças do Brasil, Banco da Família projeta ampliar crédito para empreendedorismo e produtos com foco em sustentabilidade

O Banco da Família, uma das maiores instituições de microfinanças do país, projeta forte expansão em 2024. A carteira de créditos ativos deve crescer aproximadamente 20% e chegar a R$ 190 milhões no final do ano. A retomada no ritmo de expansão ocorre depois de um período de grande austeridade e cuidados extras para diminuir a exposição ao risco. “Em 2023 crescemos apenas 2.59%, bem abaixo da nossa média histórica, de aproximadamente 24% ao ano. Isso foi necessário para gerirmos da melhor forma os impactos da pandemia, garantirmos a saúde da instituição e retomarmos o crescimento de forma sustentável”, diz a presidente Isabel Baggio. A ampliação do volume de empréstimos vai garantir recursos extras para empreendedores e projetos tão distintos quanto a compra de placas de energia fotovoltaica ou a implantação de estruturas de saneamento básico.

Isabel Baggio

Com atuação concentrada na concessão de créditos para empreendedores de negócios de micro e pequeno porte e pessoas de baixa renda, o Banco da Família viu sua clientela ser bastante afetada pela pandemia da Covid e perder capacidade de pagamentos e consumo. A inadimplência, que na média histórica não passa dos 2%, chegou a 6%. “mas não podíamos simplesmente abandonar as pessoas. Então ainda em 2021 e 2022 renegociamos dívidas e alongamos prazos de pagamentos”, diz Isabel Baggio. O freio de arrumação do ano passado foi necessário para os últimos ajustes do período pós Covid. A inadimplência em dezembro já estava novamente em patamar semelhante àquele visto antes da crise sanitária.

Em 2024, as estratégias de crescimento incluem a ampliação da área de cobertura, o fortalecimento da linha completa de produtos e mais investimentos em marketing, com novo posicionamento. “As pessoas precisam saber que somos parceiros para atender as mais diversas necessidades do cliente e apoiá-lo com soluções que melhoram sua vida”, diz Isabel.

Ponto fundamental para a expansão será a contratação de mais agentes de crédito. Encarregados pelo contato direto com os clientes e potenciais clientes, os agentes de crédito são protagonistas da metodologia que diferencia instituições como o Banco da Família dos tradicionais agentes do mercado financeiro. Treinados para compreender a realidade de cada indivíduo, independente da renda, eles atuam como uma espécie de consultores e educadores financeiros. Ajudam o tomador do recurso a equilibrar sua necessidade com a capacidade de pagamento, o que pode evitar que o crédito se transforme em uma fonte de problemas para o tomador de recursos.

A instituição também vai desenvolver novas opções de produtos e serviços digitais, ampliar projetos de responsabilidade social, com foco em iniciativas desenvolvidas em parceria com a Fundacion Paraguaya, e fortalecer ações de sustentabilidade. “As microfinanças nasceram como uma ferramenta associada basicamente ao empreendedorismo. Mas hoje avançamos em diversas frentes e podemos contribuir de forma cada vez mais efetiva para a melhoria da qualidade de vida das pessoas”, diz Isabel Baggio.

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