Encontro reuniu empresários, profissionais e designers de cinco municípios e marcou o início dos diagnósticos de sustentabilidade do programa Sebrae Elo Circular
Empresários, profissionais e designers de Brusque, Guabiruba, Gaspar e Ilhota participaram, na semana passada, do Workshop de Práticas Circulares, iniciativa promovida pelo Sebrae em parceria com a Fiesc, o Senai, e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Inovação de Brusque. O encontro apresentou práticas de economia circular aplicáveis à cadeia produtiva da moda, com foco no reaproveitamento de materiais, na redução de desperdícios e na identificação de novas oportunidades de negócio.
A proposta é mostrar como recursos que hoje são tratados como resíduos podem voltar à cadeia produtiva e gerar valor. Na indústria do vestuário, por exemplo, retalhos de tecido resultantes do corte das peças podem ser encaminhados a empresas especializadas, que os transformam novamente em fibras e fios para a fabricação de novos produtos. A iniciativa contribui para reduzir o descarte e pode diminuir custos, além de abrir possibilidades de geração de receita.
Para o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Valdir Walendowsky, a economia circular representa uma oportunidade para fortalecer os negócios e ampliar os impactos positivos da atividade empresarial na região. “Além de movimentar a economia, os negócios circulares têm um papel social relevante e mostram que sustentabilidade e geração de renda podem caminhar juntas, especialmente quando há capacitação, organização coletiva e parcerias locais”, destaca.
Economia circular como oportunidade de mercado
A economia circular propõe uma mudança em relação ao modelo tradicional de produzir, consumir e descartar. Em vez de encaminhar materiais ao fim de sua utilização, busca prolongar sua vida útil, estimular o reaproveitamento e tornar o uso de matérias-primas mais eficiente.
O tema ganha relevância diante das oportunidades de mercado relacionadas à gestão de resíduos, à logística reversa e à adoção de práticas sustentáveis nos processos produtivos. Segundo dados apresentados pelo Sebrae SC, mais de 4 mil empresas formais atuam diretamente com coleta, reciclagem, recuperação de materiais e comércio de resíduos em Santa Catarina. Desse total, 94% são pequenos negócios.
Apesar de desafios como a baixa escala de operação, os custos logísticos e a pouca visibilidade, o setor pode encontrar novas oportunidades por meio de contratos formais de logística reversa, valorização de resíduos orgânicos, certificações ambientais e acesso a financiamentos verdes.
Diagnósticos e acompanhamento das empresas
O workshop também marcou o início da etapa de diagnósticos de sustentabilidade do programa Sebrae Elo Circular, voltada às empresas selecionadas. A metodologia avalia o nível de circularidade de produtos e processos industriais para identificar oportunidades de melhoria e orientar o uso mais eficiente dos recursos.
O cronograma prevê consultorias individuais, presenciais e remotas, além de encontros coletivos ao longo de outubro e novembro. Com base nos diagnósticos, as empresas receberão orientações para elaborar e implementar planos de ação direcionados à melhoria dos processos industriais.
A metodologia tem como objetivo atender 50 produtos de empresas dos municípios participantes. As atividades estão previstas para ser concluídas em 26 de novembro.


